20 de out de 2012

Resenha | A Culpa É Das Estrelas


A página em branco, muitos pensamentos e poucas palavras capazes de expressar o que foi ler esse livro. Prometo que tentarei, estou movendo meus dedos pelo teclado sem parar e as ideias continuam a aparecer, porém desorganizadas, com gosto de sal pelas lágrimas derramadas e empolgantes, com aquele sentimento de sair correndo pelo mundo com vários exemplares do livro e ir distribuindo à todos que encontrar na rua (não sei se você já se sentiu assim, mas é o que sinto agora). Eu já suspeitava que iria gostar do livro, visto as boas críticas de gente que admiro na blogosfera, mas não DESSE jeito. 

Simplesmente, estou chocado comigo mesmo pelo modo de como amei cada palavra, cada ponto dessa emocionante, inteligente e pura obra. Já me tornei fã desde o primeiro capítulo e John Green está na minha lista de autores preferidos. Eu sei. Eu sei. Sei que você já leu esse grande alarde em outro blog literário, afinal A Culpa É Das Estrelas é um sucesso entre os leitores e blogueiros, mas confesso que estava doido para me expressar também. Você precisa, PRECISA ler esse livro. Estou escrevendo a resenha ainda, e as palavras ainda continuam confusas, afinal a diversidade de emoções continua intensa. Ok, Israel, você consegue. Falando da escrita de Green, pela primeira vez li um autor com uma escrita moderna, inovadora e ao mesmo tempo clássica. Green realmente tem o dom de cativar o leitor a cada frase escrita, a cada ideia transmitida, a cada descrição planejada. E tudo parece tão natural! Deus, como ele tem talento!

A história de Hazel e Augustus. Ok, vamos lá. Green soube abordar com maestria o tema "câncer" (muito difícil de se trabalhar, por sinal - muitos tem a tendência a exagerar ou a estereotipar os casos) e revelou-se ser um autor otimista, mas ao mesmo tempo realista. Muitos diriam que sem o câncer, o livro seria um romance perfeito, porém eu discordo, e muito! Como aprendi com o livro, o mundo não é um lugar onde realizamos os nossos desejos, apenas aprendemos a viver com eles e absorver experiencias (e claro, tirar uma lição delas); portanto creio que o tema do câncer e da morte é extremamente importante de ser debatido. Hazel é crítica e racional. Augustus, é crítico e emocional. A combinação dos dois rende um dos livros mais incríveis e emocionantes que eu já li, sem exageros (mas já sendo exagerado).

Ok, você já deve ter entendido que o livro é excelente. Mas preciso falar que se você não gosta do tema (câncer/morte); pare, pense e lembre-se que o livro não se trata apenas disso. O livro é uma celebração da vida. Dos pequenos e grandes infinitos. Do tempo e do descobrimento. Dê uma chance ao livro e não se arrependa. Você ainda vai ouvir muitos amigos seus recomendando esse já clássico moderno.

12 de ago de 2012

Bienal do Livro de São Paulo 2012 | Diário de Viagem #1

Chegou o grande dia! A 22° Bienal do Livro de São Paulo está acontecendo e o Anhembi está simplesmente lindo, como uma grande festa literária deve ser! Bem, aqui vou relatar ou pouco do que aconteceu do dia 11 (ontem, no caso), que foi o meu primeiro dia no evento. E quer saber? As novidades pelo pavilhão não param!

Apesar do cansaço do dia (afinal 3h30 de avião + 12 horas dentro do pavilhão andando pra lá e pra cá não é fácil), tentarei comentar aqui brevemente e logo depois, em futuros posts, mais detalhes e fotos do evento!

10 de ago de 2012

Bienal do Livro de São Paulo 2012 | Pré-viagem!





É hoje! Bem, na madrugada de hoje para amanhã estarei viajando (juntamente com a minha amiga e, agora com a viagem, colaboradora do blog Fernanda Covalski) para São Paulo para cobrir dois dias da 22° Bienal do Livro de São Paulo

No sábado, dia 11, tem muita coisa pra fazer: blogueiros para conhecer, estandes a visitar, autores para prestigiar e entrevistar: tudo isso pra vocês! Bem, o dia vai ser MUITO corrido e cansativo, então, caso eu esteja um tanto ausente por aqui, tenho meus motivos. Porém farei o máximos de esforço para ir relatando tudo que está acontecendo nas redes sociais, Twitter e Facebook, para vocês irem acompanhando tudo da visão que eu tenho do evento.

No domingo, dia 12, apesar de ser dia dos pais (beijo, pai!) , o evento não para! Sessões de autógrafos, palestras e demais encontros estarão acontecendo e eu ficarei correndo pra lá e pra cá. Tudo sendo relatado, repetindo, pelas redes sociais (Twitter e Facebook).

Bem, quem estiver por lá: eu estarei mais presente no estande da Novo Conceito, então não hesite em gritar "ISRAEL, CADÊ VOCÊ?" que eu apareço! Seja pra elogiar, criticar, o que for: pode falar que eu não mordo! *risos*

Então é isso! Agora vou arrumar as malas! Até lá!



9 de ago de 2012

Livros que vão dar o que falar na 22° Bienal do Livro de São Paulo | Parte 3

Voltei (mesmo super ocupado e resolvendo os últimos probleminhas para viajar) para comentar sobre mais três títulos que, para mim, vão dar muito o que falar na 22° Bienal do Livro de São Paulo. Lembrando que é apenas a minha opinião e o que eu espero ouvir de bacana por lá, então, não se incomode se algum título que com certeza será muito bem comentado por lá faltar aqui, certo?


7. Sábado à Noite, de Babi Dewet
Pra quem acompanha a Babi e o SAN desde a fanfic, essa Bienal é sinônimo de vitória. O livro ganhou editora, a Generale, e esta é a sua primeira Bienal com o SAN nas prateleiras de todo o Brasil! A Babi vai estar dia 11 no estande da Saraiva na Bienal, às 20:30, autografando! Corre!

8. P.S. Eu Te Amo, de Cecilia Ahern

A Novo Conceito lança nessa Bienal o livro de maior sucesso da autora Cecilia Ahern. P.S. Eu Te Amo foi um sucesso nos cinemas, com Hilary Swank, e agora está de volta ao Brasil com uma reedição novinha e com todo o cuidado da nova editora. Os fãs do filme já estão ansiosos!

9. Belo Desastre, de Jamie McGuire
Já um sucesso na blogosfera literária, Belo Desastre já dá o que falar pelos seus personagens extremamente críveis e chocantes. A autora Jamie McGuire agora está mais conhecida pelos leitores brasileiros e promete um fandom poderoso futuramente. Vamos aguardar!

Bem gente, esses são apenas alguns exemplos de livros que vão dar o que falar na Bienal, pois já estão em alta na internet. Agora, o blog vai dar uma breve parada para se preparar para a Bienal, que começa HOJE, dia 9!

A cobertura completa você acompanha nas redes sociais, Facebook e Twitter, e também aqui no blog (tentarei postar de lá, mas conto como amanhã).

4 de ago de 2012

Livros que vão dar o que falar na 22° Bienal do Livro de São Paulo | Parte 2

Bem, continuando aquela seleção que eu fiz no primeiro post, aqui vão mais três livros que com certeza estarão sendo falados nos quatro cantos do Anhembi, durante a 22° Bienal do Livro de São Paulo, durante os dias 9 a 19 de agosto.



4. Série "Fazendo Meu Filme", de Paula Pimenta
A imagem é apenas ilustrativa, mas com toda certeza Paula Pimenta será um nome muito falando durante o evento. A mineira autora das séries de livros Fazendo Meu Filme e Minha Vida Fora de Série estará na Bienal lançando Apaixonada por Palavras, seu primeiro livro  de crônicas, e participará de um bate-papo com Cecily von Ziegesar (autora de Gossip Girl) e Talita Rebouças.

5. Starters, de Lissa Price
Promessa de sucesso entre os fãs de distopia, Starters chega ao Brasil com lançamento na Bienal no dia 16, no estande da Novo Conceito. O livro, que já é uma febre nos EUA, já tem seus direitos vendidos para o cinema e a expectativa não é menos que alta.

6. Sonhos, de Alyson Noel
Sonhos se trata do mais novo sucesso de Alyson a chegar no Brasil, agora pela editora Leya. A autora da série Os Imortais vem conquistando fãs ao redor do mundo e já é um grande nome da literatura young-adult. Até agora, a vinda da autora para o evento foi confirmada, porém nenhum detalhe foi divulgado.

Gostou? Fique ligado no blog para saber de mais livros que vão dar o que falar na 22° Bienal do Livro de São Paulo!

30 de jul de 2012

Livros que vão dar o que falar na 22° Bienal do Livro de São Paulo | Parte 1

Finalmente! Se você acompanha sites e blogs literários ou está ligado nas programações nacionais relacionadas a literatura já sabe que a 22° Bienal do Livro de São Paulo está chegando! De 9 a 19 de agosto o Brasil estará reunido no Anhembi respirando literatura. 

Escritores, leitores, blogueiros, professores, entre outros profissionais da área e o público em geral estarão por lá compartilhando experiencias, apresentando novos projetos, descobrindo novidades e fazendo novas amizades. É realmente uma grande festa, e eu, Israel, estarei presente cobrindo o evento nos dias 10 e 11, para o blog.

E pra entrar nesse clima de festa, selecionei aqui alguns livros que com certeza vão dar o que falar durante todo o evento. É claro que muitos serão debatidos e comentados (a Bienal é eclética, hey!), mas esses que selecionei tem mais a ver com o estilo de leitura que o blog aborda e são os queridinhos dos jovens no momento:


1. A Culpa é das Estrelas, de John Green
Sensível, emocionante, sucesso. Esses são alguns dos adjetivos citados de quem já leu o mais recente livro de John Green a ser publicado no Brasil. Sucesso nas redes sociais, o livro  se destaca também pelos fãs, conhecidos como nerdfighters e estarão reunidos para um bate-papo sobre o livro dia 12, no estante da Intrínseca.

2. Cruzando o Caminho do Sol, de Corban Addison
Com um tema delicado e importante de ser abordado - o livro fala sobre o tráfico de humanos e a escravização moderna - Corban traz uma história emocionante e surpreendente. O escritor americano virá ao Brasil e estará no estande da Novo Conceito dia 11 para uma sessão de autógrafos e um bate-papo bacana; e eu estarei lá!

3. Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James
 A obra de E. L. James é lançamento da Intrínseca para esse mês e já está dando o que falar, rendendo até capa da revista Época. Considerado um pornô para mulheres, a trilogia "50 Tons" começou como uma fanfic de Crepúsculo e hoje é um dos maiores lançamentos do ano. Debate é o que não vai faltar entre os leitores e visitantes.

Então já sabe: pra você que vai pra Bienal, fique de olho nas redes sociais, Twitter e Facebook do blog, confira esses lançamentos e aguarde os próximos posts trazendo mais livros que vão dar o que falar e entre nessa festa!

29 de jul de 2012

Resenha | A Filha da Minha Mãe e Eu

Sejam em filmes, livros, séries de tv, palestras, entre outros meios: as relações familiares são sempre, de certa forma, complexos demais em suas abordagens. Muitos tentam solucionar os problemas ao invés de debatê-los e acabam indo a lugar nenhum. Muitos se iludem com fórmulas vendidas para melhora das relações, entre outras "mágicas", mas vez ou outra os problemas estão lá, sem serem debatidos, refletidos, analisados - o caos impera, disfarçadamente e a bola de neve só tende a aumentar. Em A Filha da Minha Mãe e Eu, livro de estreia da escritora e roteirista Maria Fernanda Guerreiro, vemos a relação "mãe e filha" sendo abordada de um modo íntimo, simples, e o melhor, genuíno.

Mariana já é mulher feita e descobre estar grávida. De repente visualiza-se mãe de alguém. Mas não, antes disso é necessário que ela reflita sua condição de filha antes de se tornar mãe. Ao longo dessa autodescoberta ela relembra fatos da sua infância até a idade adulta, especialmente sua relação extremamente conturbada com sua mãe, Helena. Ela precisa voltar ao passado e entender os erros e acertos de sua mãe, o porquê de certas atitudes e escolhas, analisar o tão famoso amor incondicional de mãe. Tudo isso com a companhia de seu irmão mais velho, seu pai amoroso e os desafios do crescimento e com ele todos os obstáculos e inseguranças.

Logo de início o livro me surpreendeu bastante, mesmo já sentindo o tom da história pela premissa. A escrita da autora é clara, simples e ao mesmo tempo emocionante em vários momentos e bem detalhada. 
Creio também que a veia roteirística de Guerreiro pulsou forte durante o desenvolvimento da obra. Mesmo com alguns vícios, principalmente nos diálogos não tão críveis pra mim, o livro cumpre o seu papel de apresentar situações complicadas e suas várias possibilidades de desfecho. Guerreiro soube dosar com maestria as diversas situações da infância, adolescência e idade adulta de modo que sentimos evoluir com os personagens e sofrer, nos alegrar, nos emocionar com e como eles. 

Pra quem acha que o livro apenas trata da relação mãe e filha e nada mais, estão enganados. O livro é extremamente recomendado para todos, de todas as idades e sexos. A família brasileira está lá, exposta, e é fácil para nós nos identificarmos com diversas situações que são apresentadas. Creio que em vários momentos, agora extremamente pessoalmente falando, me identifiquei com não só com um, mas vários personagens em diversos momentos do livro. Isso é raro hoje em dia, e merece crédito. Ao final senti uma pontinha de sentimento amargo, como se o final pudesse ser diferente ou mais surpreendente, mas como é verdade, a leitura já foi uma surpresa para mim e, assim como a nossa vida e a vida de Mariana, nem tudo é perfeito. Em resumo, o livro é impactante em vários pontos, muito parecido com um filme ou atos de uma peça e vale a pena ler. Assim como Mariana, é interessante refletir  de um modo mais simples a família e suas relações, e ao final seguir em frente.

27 de jul de 2012

Resenha | Ladrão de Olhos

Ao longo da vida nos deparamos com livros dos mais diferentes tipos. Tem aqueles mais simples, porém muito emocionantes; tem também aqueles mais adultos e politizados, com um  tema sério e crítico, entre outros. Passei por muitos estilos e ao longo dessa jornada sempre me surpreendo com aqueles contos mais voltados para crianças e pré-adolescentes. É fascinante ler um mundo de animais falantes, mágico, com castelos, reis e rainhas.

Apesar de clichê para muitos (não para mim), quando bem usado é de muito bom gosto. É o caso de Ladrão de Olhos: As Aventuras de Peter Nimble, livro de estreia do autor Jonathan Auxier. O autor resgata em sua obra aquela atmosfera que normalmente encontramos como por exemplo na obra As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis, porém com uma escrita mais moderna e rápida, apesar das mais de 400 páginas. Até o estilo das ilustrações antes dos capítulos lembram a obra, mas apenas como inspiração, visto que a história é completamente diferente e com outros propósitos; mas foi muito bom sentir aquela sensação de viagem em um livro desse estilo.

Em inglês a obra ganha um título diferente: Peter Nimble and his Fantastic Eyes. O título em inglês soa mais interessante e combina mais com a obra, então não se engane muito com o título em português. O livro ganhou merecidas quatro estrelas devido a me surpreender bastante. Ele começa com Peter, um órfão cego e sofredor que vaga pelas ruas de sua cidade portuária roubando em busca de sobrevivência. Porém, ao se deparar com um estranho viajante pela cidade, encontra uma oportunidade de mudar de vida e partir em uma jornada que transformará completamente seu futuro. No mais não há de se contar muito pois as reviravoltas são tão empolgantes que qualquer detalhe a mais pode estragar, então tratem de ler.

O livro vai crescendo a cada capítulo e tomando formas diferentes do início da leitura. O bacana foi encontrar durante todas as aventuras pra lá de perigosas e emocionantes de Peter  
temas interessantes tanto para crianças quanto para adultos: valores são ensinados, novamente lembrando a obra de C.S. Lewis, e todos se encaixam perfeitamente na obra. Os personagens também são bem desenvolvidos, divertidos para uma história escrita para um público-alvo tão exigente. O bacana do livro é que ele diverte qualquer idade, apesar de ser focado para as crianças e pré-adolescentes. Além dos "olhos", a história de Peter Nimble também é fantástica!

9 de jul de 2012

Resenha | Branca de Neve e o Caçador

Os contos de fadas definitivamente voltaram com tudo! É impressionante como essas histórias que todos nós aprendemos na escola em livros infantis e sabemos de cor estão cada vez mais presentes no mundo pop atual. Seja em filmes, séries, musicais, e até em desfiles de moda: o "era uma vez" e o"felizes para sempre" continuam a fascinar a todos que tem contato. Não seria diferente com os livros, de onde todo esse mundo saiu e hoje estão ganhando adaptações, novas versões e cada vez mais ganhando tonalidades mais adultas, ou sombrias como muitos dizem. O clássico conto da Branca de Neve dessa vez tira os "anões" do título e coloca um "Caçador", dando um tom mais crescido a história, com adaptações um tanto interessantes.

Confesso que temia um pouco antes de ler Branca de Neve e o Caçador. Não pela história ter sido alterada, de modo algum - como já disse antes em resenhas anteriores, o novo me fascina - mas sim o fato do livro ter sido baseado em um roteiro de cinema adaptado para se tornar obra literária e a quantidade de autores incluídos no projeto - ao todo são quatro. Confesso que a obra me surpreendeu positivamente. O livro flui com uma naturalidade, uma leitura rápida e com grande fluidez, me fez apostar mais nesse tipo de leitura. Mal sentia o tempo passar ao ler. A jornada de Branca de Neve rumo à grande batalha contra a rainha Ravenna me empolgou e foi bem divertida.

Os capítulos curtos e a velocidade com que a história era contada me deixou um tanto dividido. Por um lado é bacana ler tudo tão rápido e ver que uma história com conteúdo está sendo contada, porém essa velocidade acaba atrapalhando o lado da emoção e afeição com os personagens. Foi difícil entender o drama de Branca de Neve que, apesar de ser clichê - no caso, vingança contra Ravenna, a rainha-bruxa - não estabeleceu um elo com o leitor. Boa parte é um tanto superficial em se tratando dos personagens. Vemos os autores tentando estabelecer elos, contar histórias paralelas, mas é complicado de se aceitar.

As diferenças do conto clássico para a nova adaptação foram extremamente positivas, não posso negar. O livro ganha um tom mais aventureiro, mais medieval e isso é empolgante em vários momentos. A ação também está muito presente que, mesmo com poucas descrições e, mais uma vez, a velocidade de escrita atrapalhando um pouco, não deixa a desejar. Toda a magia e seres fantásticos são incluídos, tornando todo o cenário do livro mais rico e ilustrativo. Pensei seriamente em presenteá-lo para todos os meus primos e primas mais jovens.

Esse livro me convenceu de que roteiros de cinema podem sim garantir um bom livro. Branca de Neve e o Caçador me surpreendeu pelo seu conteúdo e mitologia, pelas descrições bem colocadas e que novidades em uma obra clássica podem ser sim de bom gosto; porém seu problema seria mesmo os velhos clichês de Hollywood. Mas, cá entre nós, quem não gosta de um clichê bem contado, não é verdade?

16 de jun de 2012

Resenha | Clube da Luta

O livro Clube da Luta foi originalmente publicado em 1996 e desde então o autor Chuck Palahniuk passou a ser um escritor mundialmente conhecido e exaltado, com milhares seguidores fervorosos. Toda a "febre" teve seu ápice no lançamento da adaptação para o cinema em 1999, com Brad Pitt e Edward Norton. Mesmo um fracasso nas bilheterias, o filme dirigido por David Fincher (A Rede Social) também passou a ser cultuado, dando margem até a trabalhos acadêmicos a artigos em grandes páginas da internet. Passados todos esses anos, cresci ao lado de pessoas que sempre me indicavam o filme que, mesmo sendo um cinéfilo de carteirinha, ainda não tinha assistido. Bem, como um bom bookaholic, resolvi ler o livro primeiro.

Ao ler conheci o protagonista dessa insana viagem de autoconhecimento e autodestruição. Com problemas de insônia, ele vai ao médico tentar encontrar uma solução; porém seu médico recusa a medicação e o recomenda a descobrir o que é realmente o sofrimento - em grupos de apoio a doentes mais graves. Lá, encontra um alívio para sua insônia e liberta-se emocionalmente, vendo pessoas mais sofridas e se sentindo melhor comparada a elas. Viciado nessa experiência, conhece Marla Singer, que também não está doente, mas o perturba por estar nos mesmos grupos que o dele. Enquanto isso, conhece Tyler Durren, um vendedor de sabão que o apoia em um momento de desespero e juntos iniciam o clube da luta, onde a experiência de sentir-se destruído os tornam mais vivos e humanos.

Posso dizer que a leitura foi como um todo extremamente confusa e perturbadora. Confusa no sentido do autor ter um estilo bem diferente do que eu costumeiramente leio, o que considero algo bom, pois assim os meus padrões literários mudam e o "novo" é sempre algo importante de se conhecer. Perturbadora no sentido de Chuck ressaltar em sua obra dilemas que nós como humanos temos e nem imaginamos que pensamos nisso: os padrões de vida, o consumismo, a publicidade criada para iludir, a morte como algo inevitável e o fato de você simplesmente viver e funcionar numa sociedade para o fim de apenas "servir", como um parafuso qualquer, sem uma grande importância para a sociedade. O que Tyler Durren nos afirma e ensina dói, mas não deixa de ser verdade.

"Apenas na morte mereceremos nosso nome verdadeiro, pois apenas na morte não seremos mais parte do esforço conjunto. Na morte nos tornamos heróis." - Clube da Luta, p. 221.

Queria descobrir qual o sentido de todo esse fenômenos cult que Clube da Luta se tornou. Queria descobrir o que tantas pessoas se impressionaram e viraram fãs, ao ponto de até criarem seus próprios clubes da luta. Bem, após ler e ver o filme descobri e ao mesmo tempo não. Tanto o livro como o filme te dão a sensação de agonia e dualidade proposto. O foco não está em uma história cronológica, mas sim em o que cada personagem representa e nos ensina. Existe toda uma filosofia implícita e explicitamente intacta, mesmo que o autor chegue a negar (como lemos ao final do livro, em seu posfácio) e isso é extremamente difícil de colocar em palavras mais exatas. Só mesmo tendo lido o livro para entender (ou não) o que esse livro representa.

Com velocidade na escrita, que chegou até a me perturbar em vários momentos da leitura, e um vocabulário sem censura, o autor criou uma obra única e extremamente recomendada, porém não senti aquela magia toda que me repassaram. Será que foi a alta expectativa? Não sei, pode ter sido. A leitura foi complicada em questão de fluidez dada a forma como o autor escreve, colocando histórias dentro de histórias e explicando coisas tempos depois de terem sido citadas. Nos sentimos perdidos a cada começo de capítulo, mas ao chegar no final tudo faz sentido e se encaixa de modo surpreendente. Mesmo suspeitando do final, fiquei impressionado com o seu desfecho e sua mensagem. É o tipo do livro que vou deixar guardado para daqui a, quem sabe, quatro ou cinco anos reler, e ter muito mais o que aprender. Quer ter uma experiência insana e empolgante? Leia.

14 de jun de 2012

Conheça "Eu Te Dedico": um Tumblr só sobre dedicatórias em livros!

Capa, contracapa, lombada, folhas, letras, quotes... tudo isso todo livro tem. Mas, quando você recebe um livro com uma bela dedicatória, o que era simples e comum torna-se único; e criando um elo entre você, o livro e a pessoa que lhe presenteou, capaz de durar por vários e vários anos.

O "Eu Te Dedico" é um Tumblr dedicado a compartilhar dedicatórias em livros diversos enviadas pelos próprios leitores, contando detalhes de quem escreveu, quando recebeu, e outras informações bacanas de conhecer. Achei a ideia genial e resolvi compartilhar aqui no blog algumas dessas dedicatórias lindas e bem criativas:
Então, tem uma dedicatória curiosa e uma boa história para contar? Para conhecer mais sobre o projeto, saber como contribuir e ver outros posts, acesse o Eu Te Dedico (http://eutededico.tumblr.com/). Vale muito a pena! E obrigado a Dayana pela dica! :)

11 de jun de 2012

Resenha | Para Sempre

Para início de resenha, esse é um livro diferenciado para ser analisado. Primeiro, por se tratar de uma história real e segundo pela sua característica de narrativa, mais parecida como um relato pessoal do que como o que encontramos normalmente em livros escritos em primeira pessoa. Dados expostos, vamos à análise geral! Com 144 páginas, Para Sempre não é o tipo do livro que me decepcionou; digamos me surpreendeu em diversos pontos. Falhas são normais, porém a história de Kimmer e Krickitt Carpenter vem e supera todas elas.


O casal de estranhos nomes, ele é Kim e ela é Krickitt, se conheceu de uma forma inusitada e diferente. Só isso já os difere de uma linda história de comédia romântica. Passado o momento da conquista, noivam, resolvem se casar, tudo isso em menos de 1 ano, e de repente suas vidas são sacolejadas de modo irreversível. Um grave acidente de trânsito quase leva a vida dos dois, mas mal sabe eles que as consequências ainda vão surgir.  Kim sofreu menos. Kimmer também recupera-se, mas tudo que ela viveu nesses últimos meses não passam de meros borrões em sua memória.


O ponto alto do livro, como a sinopse já entrega, é a perda de memória recente de Krickitt. Imagine casar com uma pessoa e de repente ela esquecer que é casada. Como lidar com tal adversidade? Bem, isso realmente aconteceu e é isso que faz do livro mais vivo do que os outros. Ao ler, conhecemos cada obstáculo que Kim, o marido, superou para tentar conquistar  novamente sua noiva. Narrado por Kim, ele conta cronologicamente toda a história que, mesmo com falta de detalhes ou um pouco acelerado que o normal em romances (sentimos certa falta de descrições, falas e cenas), nos emociona, nos cativa e nos faz querer saber mais.


A história passa a tomar um caminho mais sério e de conscientização, atacando os relacionamentos fugazes e as separações em massa hoje em dia. Kim e Kimmer fizeram um voto de amor (The Vow, em inglês) e mesmo que o destino venha a atrapalhar suas jornadas, o elo continua lá, firme e forte. Mesmo com poucas páginas, toda uma mensagem é perfeitamente compreendida e me fez pensar nela por dias. A moral exposta no livro nos ensina a não desistir do que você quer, não importa as adversidades. O exemplo de Kim e Krickitt é vivo e está à prova de qualquer um que contestar.


Indico esse livro para os casais apaixonados que estão em início de namoro. Indico também para aqueles que estão em um casamento atribulado, porém nada comparado ao que Kim e Krickitt passaram. Reflitam. Sintam a mensagem desse livro e não se enganem com a quantidade de páginas. Por mais simples que a narrativa seja, complexo são os valores que lá estão sendo ensinados. Pensar no amor como um voto eterno entre duas pessoas, a fim de viver o resto de suas vidas juntos, é raro de se encontrar em nossos dias. Que tal conhecer e descobrir se isso realmente é possível?

9 de jun de 2012

Caçadores de "modas"



Todos nós temos gostos pessoais e muitos desses gostos nos definem, sejam fisicamente ou intelectualmente. Sim, esses tais gostos se refletem em nós seja à primeira vista ou ao abrir a boca para falar algo; e o bacana é que cada ser humano tem o seu, tornando-se autêntico. Mas não é sempre assim que a banda toca.

Dando uma checada pela blogosfera literária, seja nos blogs ou também nas contas de Twitter em geral, nota-se claramente uma busca louca e desenfreada de o que chamamos "moda". Moda, para os matemáticos é aquele valor que aparece com mais frequência em um dado cálculo; ou seja, algo que se repete e que está em todo lugar, não importa para onde você corra. Voltando ao meu ponto, todos estão buscando ler aquilo que está em alta, que aparece em revistas e jornais, que promete algo que ninguém sequer sabe ainda.

E é aí que eu me pergunto: onde está o gosto pessoal? Onde está a autenticidade? É um ponto perigoso este no qual estou entrando, mas é algo que observo não é de hoje e realmente não entendo. Não entendo como muitos passam a venerar livros que nem chegaram a ser publicados ou lidos. Não entendo qual razão tem o fato de todos lerem a mesma coisa e terem as mesmas opiniões, sem debate ou crescimento de ideias. Não, não consigo entender.

Portanto, leitores em geral, blogueiros ou não: procurem ser autênticos. Não sejam meros caçadores de modas. Busquem leituras que os enriqueçam. Fucem, pesquisem, leiam resenhas, corram para sebos se preciso, mas por favor, não leia algo que está em alta simplesmente por está em alta ou que estará em alta daqui a pouco tempo e no final das contas você pagar de "cool". Não estou afirmando que parem de ler as novidades ou algo que está chamando a atenção, porém busquem suas verdadeiras motivações para ler, busquem a essência da curiosidade genuína.

7 de jun de 2012

Promoção | @mor, da Suma de Letras

















Eu simplesmente adoro promoções no blog! É o momento em que você leitor tem a chance de ganhar um livro bem bacana! Em parceria com a Suma de Letras, o blog está sorteando 01 exemplar de @mor, em homenagem ao Mês dos Namorados. Porque "dia" é muito pouco, não é mesmo? :D

Informações:
  • Ter endereço de entrega no Brasil
  • Preencher o Rafflecopter com as entradas que você escolher
  • O sorteio será feito dia 20 de Junho de 2012
  • O vencedor deverá responder ao e-mail em até 48h após a divulgação do sorteio
  • A editora Suma de Letras fará a entrega do livro ao vencedor

a Rafflecopter giveaway

4 de jun de 2012

Resenha | @mor

Tudo aquilo que é novo, muitas vezes me assusta. Ao conhecer mais detalhes do livro @mor percebi que teria que encontrar sentimentos para encarar um livro tão inusitadamente diferente. A começar pelo título: sim, chama-se Amor, mas o "a" é uma arroba, tudo a ver com a história, mas é estranho, não? Enfim, o livro trata-se de e-mails. Apenas e-mails. E toda uma história é desenvolvida. Quer saber como? Vamos lá!

Tudo começa com um e-mail endereçado erradamente por Emmi Rothner a Leo Leike. Os dois acabam trocando farpas a princípio mas ao passo que vão se comunicando, as conversas vão crescendo e tomando outras formas. Não vou descrever como e quando isso acontece porquê essa dúvida só pode ser esclarecida no momento da leitura, e isso é um dos pontos altos do livro. 

É genial a forma como o autor leva a história - e tudo é transmitido por e-mails! Se contar uma história através de uma narrativa normal já é um grande desafio, imagina por uma ferramenta às vezes tão impessoal e fria. E Daniel Glattauer consegue, graças à sua  maestria com as palavras e assuntos bem colocados. Os e-mails tem temas, questionamentos, conflitos, brigas, reconciliações e tudo mais que uma história de amor poderia ter; mas o modo como nos é apresentado é ousado: ao ler os e-mails, lemos a visão dos dois personagens e ao mesmo tempo lemos o que cada um tem a dizer para o outro, como se invadíssemos a extrema intimidade de suas caixas de entrada em seus e-mails. 

Mas temos que lembrar que é um diálogo, e nem sempre cada um é 100% aquilo que é escrito por eles, afinal eles estão se conhecendo e se descobrindo. É tão íntimo e ao mesmo tempo tão distante; é tão verdadeiro que às vezes chega a soar falso. Fazemos os papel dos dois personagens ao mesmo tempo: ficamos empolgados quando eles se empolgam, rimos quando eles riem, choramos quando eles choras, sofremos quando eles sofrem. A conexão que os e-mails trazem é surpreendente e realmente, tenho que bater palmas a uma ideia tão brilhante.

Apesar de ser uma história interessante, curiosa e inteligente, o clima demora a acontecer. Senti que o autor se reprimiu durante o início do livro e deixou-se prolongar demais. As conversas rápidas tornam a leitura ágil, mas sabe quando a história meio que se arrasta? Pois é, as primeiras páginas tornaram-se repetitivas demais pra mim, porém o crescimento e o final (QUE FINAL!) me fizeram simpatizar novamente pelo livro. Então, não desista. Dica!

O que é uma relação real? Será que o amor só existe quando estamos do lado dela? O que vale mais: um sorriso bonito ou a maior declaração de amor em um singelo e-mail? Leia @mor e reflita sobre os verdadeiros laços de afeto, sejam eles visíveis ou não.

1 de jun de 2012

O Diabo Veste Prada ganhará continuação

A escritora Lauren Weiserger confirmou que está escrevendo a continuação de seu livro de maior sucesso, O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada), livro esse que deu origem ao filme homônimo de 2006 com Anne Hathaway e Meryl Streep.

De acordo com a Entertainment Weekly, a história se passa oito anos depois do primeiro livro: Andy é uma editora de sucesso na revista de casamentos The Plunge juntamente com Emily, que se tornou sua melhor amiga. Com seu casamento marcado com Max, um bom partido que trabalha com mídias sociais, os caminhos de Andy acabam se cruzando novamente com os de Miranda Priestly.

E o livro já tem título! Revenge Wears Prada: The Devil Returns chega às livrarias americanas em abril de 2013 e promete muito. No Brasil ainda não tem uma data definida, porém os direitos da autora por aqui pertencem à Editora RecordPor enquanto, a história de Andy Sachs continua apenas nos livros - a adaptação cinematográfica ainda não foi confirmada; mas bem que seria bem bacana, não é? Já estamos ansiosos pelo filme!

30 de mai de 2012

Safe Haven | Conheça os protagonistas do novo filme de Nicholas Sparks

A adaptação cinematográfica de Save Haven, o mais recente livro de Nicholas Sparks, acaba de ganhar seus protagonistas. Josh Duhamel (Transformers) e Julianne Hough (Footloose) interpretarão respectivamente Alex e Katie.

Em sua página oficial no Facebook, Sparks comentou sobre a escolha:  "Estou emocionado que Josh Duhamel e Julianne Hough concordaram em participar de Safe Haven — é difícil pensar em um outro ator para interpretar a personagem de Alex do que Josh e Julianne trará uma combinação de vulnerabilidade e a força para o papel de Katie. Eles são ambos indivíduos talentosos e carismáticos – e o melhor de tudo, eles têm enorme química pessoal, que é essencial para este filme".


O livro, ainda inédito no Brasil, conta a história de Alex, um viúvo, pai de dois filhos, que muda completamente a sua visão de mundo ao conhecer Katie, uma jovem recém-chegada em Southport, na Carolina do Norte. Mesmo determinada a não se envolver com ninguém, Katie vê em Alex um caminho para novos laços afetivos, levando-a a uma série de questionamentos sobre seu passado, e um segredo que ainda a assombra.

Com o roteiro de Dana Stevens, de Cidade dos Anjos, Safe Haven é a oitava adaptação cinematográfica de uma obra de Nicholas Sparks. O filme está com data de estreia marcada para o dia 8 de fevereiro de 2013 nos EUA.

25 de mai de 2012

Resenha | A Esperança

ATENÇÃO: ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS DOS DOIS PRIMEIROS LIVROS DA SAGA.

É chegada a hora. Antes de sentar em frente ao computador para escrever esta resenha, passei o dia refletindo sobre como poderia escrevê-la. O modo como fiquei ao terminar de ler A Esperança me deixou psicologicamente exausto, e não estou exagerando. Mas, qual o objetivo do livro a não ser nos abrir os olhos, nos influenciar, nos modificar, nos retratar? Não foi uma leitura fácil de ser absorvida. Me incitou, me fez pensar mais que o normal, me perturbou, me emocionou.  É, estou vendo que vai ser difícil expressar com poucos parágrafos como me senti e o quanto sofri com o desfecho de toda a trilogia. Só tenho a agradecer Suzanne Collins pelo prazer que foi conhecer essa história. E lá vamos nós.

Passado todo o drama de novos Jogos Vorazes com os antigos tributos vencedores na arena, incluindo Katniss e Peeta, descobrimos ao final de Em Chamas que enquanto os dois estão lutando novamente para sobreviver, a guerra está tomando forma lá fora. O Distrito 12 não existe mais. Presidente Snow e seus Pacificadores agora estão fazendo do antigo lar de Katniss e Peeta o mais novo "exemplo" a não ser seguido. Não se torne um rebelde. Mas já é tarde demais. O Distrito 13 não está destruído como imaginado, e sim preparando-se para uma guerra contra a Capital, ou melhor, uma guerra contra Snow - e Katniss é o rosto de toda a revolução.

A forma como Suzanne Collins leva a história nos faz perceber o quão profunda e inteligente a trama ainda demonstra ser. Suas camadas vão inicialmente sendo expostas a medida em que os preparativos para a guerra vão sendo relatados. Todo o sentimento de Katniss e sua confusão mental está lá, nos fazendo confusos também. Vivemos isso, sentimos isso. O livro já começa com uma tensão extremamente inquietante, nos fazendo ter mais vontade de passar as páginas e descobrir logo como tudo vai terminar; mas é impossível: Suzanne escreve de um modo capaz de nos prender a cada detalhe, cada palavra, cada vírgula, cada fala, cada gesto. E a simples página passa a ganhar 1 tonelada de peso, dado o quão importante ela é. Aqui vai uma dica: respire bem fundo, e leia com calma (se puder!).

Os acontecimentos do livro trazem analogias e explicações brilhantes. O desfecho é extremamente amarrado, como se a autora já certa de como tudo iria terminar desde o início (essa é uma técnica extremamente difícil para autores contemporâneos) tenha colocado elementos marcantes nos outros dois primeiros livros capazes de serem reconhecidos no terceiro, dando a sensação de ler uma obra exata, concreta, verdadeira, sem contestações. Símbolos, canções, personagens, momentos. Lembranças de um passado presente, em cada futura ação. Minhas palmas para a autora, e palmas para os personagens: mais humanos que muita gente por aí. Sentimos o drama de Katniss, sentimos o sangue no hálito de Snow, sentimos o clima de extremo desespero, a correria, a fome, a dor.

O livro traz em si uma carga de denúncia claramente evidente. O pão-e-circo da Capital, a ditadura ferrenha e cruel de Snow, o ataque aos nossos valores como seres humanos. Nos sentimos humilhados ao ler, como se nos olhássemos em frente ao espelho e disséssemos: erramos, acertamos, não valemos nada como humanos. Genial. No mais, em minha humilde opinião a autora nos deu um banho de sangue ao mesmo tempo que nos deu um excelente final. É claro que torcemos para que aconteçam várias coisas no decorrer da leitura (nós como autores) mas por mais que alguns fatos não tenham sido detalhados ou tenham acontecido rápido demais, fiquei muito satisfeito. Os futuros livros de História de Panem serão empolgantes de serem estudados, podem apostar. Foi uma incrível, intensa, e principalmente emocionante jornada ler a trilogia. Obrigado, srta. Collins.

22 de mai de 2012

Resenha | Um Homem de Sorte

Todos nós temos seus ídolos, seja em qualquer campo: seja na música, nos esportes, etc. Pessoalmente, Nicholas Sparks é um dos meus ídolos no campo da literatura contemporânea. O modo como ele escreve é envolvente e creio que de simples (como muitos falam) não tem nada - creio que suas técnicas são muito bem estudadas, dado o sucesso. Apesar de poucas frases realmente marcantes em suas obras, Nicholas sem dúvidas sabe como contar uma história. Não é um fabricante de "quotes", mas sim um simpático contador de histórias. Um amigão. Em Um Homem de Sorte, é mais ou menos assim.


Logan Thibault é o protagonista dessa história. Um fuzileiro naval que ao encontrar uma fotografia em plena gerra no Oriente Médio, o faz dela um amuleto, sempre se vendo livre de grandes tormentas durante confrontos. Dispensado, sente-se conectado a mulher na fotografia e resolve encontrá-la, atravessando o país para tal feito. E o resto, vocês já sabem. Ele encontra Beth, seu filho Ben, sua avó Nana e um passado 'presente'.

Ler Um Homem de Sorte foi bem agradável, como todas as suas obras. É belo o modo como ele leva a história, deixando pistas para futuros acontecimentos e os diálogos são bem desenvolvidos. Toda a criação do, digamos, clima da história está lá, com aquele toque clássico interiorano (o livro se passa na Carolina do Norte), típico de suas obras. Os personagens sem sobra de dúvidas são o seu maior trunfo. Deixando um pouco de lado a história, cada um deles é bem desenvolvido e, principalmente, reais. Diferente de vários autores, Nicholas não nos joga esteriótipos fáceis (e previsíveis) de serem desenvolvidos, mas cria verdadeiros humanos com sentimentos a flor da pele, histórias para contar e memórias a relembrar. Outro ponto curioso é que Nicholas se aventura pelo campo espiritual sem tirar os pés do chão (certa novidade em suas obras), o que achei interessante e freshSimplesmente fascinante.

A princípio a história é bem interessante e nos dá uma expectativa positiva com relação ao livro. Mas, ao ler percebi que Nicholas poderia (e pode) fazer melhor. As quase cem páginas são de certa forma dispensáveis, com poucos acontecimentos realmente relevantes (mesmo com o bom desenvolvimento dos personagens). Realmente não chorei com esse livro, mas não creio que minha insensibilidade tenha a ver com isso. Os vínculos de leitor + personagem são feitos, mas falta aquele sentimento de "isso não pode acontecer". Realmente, não senti muitas emoções como em outras obras. O autor adota o estilo já usado em A Última Música com relação a divisão de seus capítulos: são divididos pelo nome dos personagens, que eu realmente adoro. 

Com um final extremamente rápido, porém inteligente e na medida certa de desespero para quem lê, Um Homem de Sorte é um bom e agradável livro, porém como fã do autor esperava mais desenvolvimento, mais momentos de reflexão (coisa essa que não encontro desde A Última Música), e mais impacto com os acontecimentos. No mais, não deixo de recomendar o livro, principalmente para quem quer uma leitura leve e real. Essa história poderia acontecer com você, e isso Nicholas sabe fazer como ninguém.

8 de mai de 2012

E a corrida (necessária?) continua...

Meses planejados, datas marcadas e assuntos a resolver sistematicamente são sempre um  problema pra mim; e isso, claro, reflete no blog. Sim, tento planejar ao máximo os prazos de resenhas, posts (quando vem a inspiração), mas sempre o Kronos vem e me desorganiza todo. Triste, mas compreensível, afinal não somos máquinas. Peguem leve comigo, ok?

Semana passada comentei que iria postar a resenha de Um Homem de Sorte aqui no blog, o que (ainda) não aconteceu. Realmente tenho me esforçado ao máximo para ler mais rápido, porém o tempo curto (faculdade, te amo! ¬¬) e a minha desorganização acabou atrapalhando tudo, e... deixando as desculpas de lado, veio aquela leve, mas constante, reflexão: por que a pressa?

Para mim, a leitura tem que ser uma das coisas mais agradáveis do meu dia. E fazer coisas  agradáveis com pressa não é o meu forte. Já dizia o ditado: A pressa é a inimiga da perfeição. Sim, tenho percebido muito isso. Leituras rápidas demais me estranham. Mas calma, antes que você que lê um livro em horas se sinta ofendido: cada um tem o seu ritmo de leitura; lentos ou rápidos, não cabe a mim julgar no geral. Mas, para o meu estilo de leitura, é totalmente inviável. Ao ler um livro analiso cada detalhe, aproveito cada frase bem escrita, me emociono com cada passagem. E isso requer um tempo maior.
Mas e os lançamentos desenfreados? A cada mês somos bombardeados com 20, 30 lançamentos no mercado (e olhe lá) e a pilha de livros só faz aumentar. O "vou ler" do Skoob fica cada vez mais cheio e o desespero bate a porta: será que vou conseguir ler tudo isso logo? Daí você se desafia, lê os livros numa velocidade ímpar, fica por dentro das novidades, consegue atingir as metas estrambólicas, e ao final, não sente absolutamente nada, só o vazio. Será que valeu a pena essa corrida louca de "ler primeiro" ou ler tudo para "estar por dentro" e em contrapartida o livro não te modificar, influenciar, mover, alterar, incitar seus sentimentos e pensamentos?

Bem essa era uma das minhas dúvidas e creio que cheguei a alguma conclusões, repetindo, pessoais. Minhas leituras existem para modificar, influenciar, mover, alterar, incitar e desenvolver meus sentimentos e pensamentos; não apenas para atualizar o blog ou estar participando de rodinhas de conversas. O importante é ser você e ler aquilo que se satisfaça no seu momento e, principalmente, no seu tempo. Sem pressão. Aproveite a viagem, pois ao final são as experiências que valem, e não a quantidade de lugares por onde você passou.

P.S.: A resenha de Um Homem de Sorte ainda sai essa semana, se tudo der certo!

30 de abr de 2012

Resenha | Em Chamas

ATENÇÃO: ESTA RESENHA CONTEM SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO DA SAGA.

Finalmente li Em Chamas. Novamente me surpreendi. Não costumo escrever resenhas logo após a leitura do livro, fico amadurecendo toda a história na minha mente e absorvendo o que realmente foi ou não relevante para mim, mas com esse livro nada disso foi preciso ser feito; de tal madura a história já seja. Suzanne Collins sabe dar mesmo um show de surpresas, pois, quem já leu Jogos Vorazes, pois mais que saiba que se trata de um livro distópico e político de certa forma, o tom da história muda, e pra melhor. Como já havia afirmado antes, os livros de Collins são feitos para serem analisados e sofridos. Não é um simples young-adult.

Retomando a história, nesse segundo livro temos Katniss e Peeta como vitoriosos do últimos jogos. Seus problemas com comida passaram e ambos vivem bem melhor, na Vila dos Vitoriosos dos Distrito 12. Mas há um problema: seus atos suicidas no final dos jogos resultaram num espírito de rebelião por toda a Panem, e  o Presidente Snow não está nada feliz com isso. Daí começa todo o desenvolvimento da trama, que passa de uma simples história para uma complexa crítica a todo o sistema em que vivemos.

Assim, somos apresentados a vários novos fatos de rebelião, reviravoltas e muitas, muitas surpresas. Não tem como não se surpreender com tamanha reviravolta na história! A cada página, respirava fundo tal era a tensão das passagens e nelas, muitas novidades. A autora não economiza nas descrições (o que ajudou e muito na visualização das cenas, antes em carência no primeiro livro) e o livro torna-se interessante a cada palavra lida. E aqui vai uma dica: leiam o mais pausadamente possível (se conseguirem!); ao longo da leitura você melhor visualiza as cenas a analisa todo o contexto do momento. É incrível.

Mas, é claro, como nem tudo é perfeito, o início do livro deixa um pouco a desejar. Nunca detestei tanto a Katniss durante a primeira parte do livro! Garotinha chata, hein? Mas graças à Deus nossa querida protagonista foi melhorando ao ponto de amá-la perto do final. Outra coisa que me chamou a atenção foi a maior presença de Gale, que finalmente se destaca,(mesmo que pouco em comparação a outros personagens) sendo protagonista de uma das cenas mais intensas de todo o livro. E sim, Cinna continua firme e forte ao lado de Karniss como seu estilita e grande amigo; e sua participação é per-fei-ta! Emoção pra dar e vender!

E é claro que somos apresentados a novos personagens. E eles não deixam nada a desejar aos que já conhecemos. Anotem esse nome: Finnick. Just saying.

Em resumo, Em Chamas sabe dar um show de surpresas. Por mais que eu ame o primeiro livro da saga, este torna-se superior por ser mais denso, complexo e adulto - e isso me fascina. O bacana é perceber que a história de Katniss cresceu e poderia simplesmente acontecer nos dias de hoje. Por isso é tão importante ler esse livro. Retrata aquilo que pode ser vivido, por isso tamanha a interação e envolvimento com a história. Decidiu ler? Prepare-se, respire bem fundo e que a sorte esteja sempre ao seu lado.

24 de abr de 2012

Promoção | Garota Replay

Estava com saudade de presentear vocês, galera! Bem, o prêmio dessa vez é o livro da Tammy Luciano, Garota Replay, e o kit está lindo. Você já pode ler a resenha aqui pra saber o que achei.
Pra participar é bem mais fácil que antigamente, graças ao novo gadget para promoções que eu resolvi usar. Então, corre pra participar.
Aqui vão as informações:
  • Ter endereço de entrega no Brasil;
  • Preencher o Rafflecopter com as entradas que você escolher;
  • O sorteio será feito no dia 7 de maio de 2012 e o resultado no dia seguinte;
  • O sorteado deverá responder ao e-mail em até 48h após a divulgação do vencedor.

23 de abr de 2012

Resenha | Garota Replay

O sonho de todo autor literário é ter uma grande ideia para desenvolver um livro. Quem sabe até uma saga, como aconteceu com J.K. Rowling e vocês-sabem-quem. Deve ser mágico o momento da concepção de uma história, seu desenvolvimento e desfecho, para no final observar a obra completa e ter orgulho das horas a fio de tanto trabalho frente ao computador, pensando, analisando, reescrevendo... Senti que a autora Tammy Luciano teve uma ideia bacana com a sua Garota Replay, criou uma história atual, curiosa, porém o desenvolvimento deixou a desejar em muitos momentos.

Conhecemos Thizi e logo no início da leitura vemos que sua vida está um tanto agitada. Seu atual namorado é um mulherengo nato (pra não chamar de outra coisa), seu melhor amigo tenta abrir seus olhos pegando o cara no flagra numa boate carioca e, pra piorar tudo, seus pais estão sempre ausentes, em viagens ao redor do mundo. Louco, não? Opa, esqueci que agora ela anda vendo pelas ruas uma cópia sua (a replay do título) e não está lidando muito bem com outra (e melhorada) versão de Thizi andando pelo Rio de Janeiro. 

A trama pode soar boba ao princípio, porém a autora aprofunda a história e eu achei isso bem bacana. Não posso contar muito porque posso revelar algum spoiler indevido, mas ao ler já tinha adivinhado que "isso (a grande sacada do livro)" iria acontecer. Pra mim foi previsível, mas para você caro leitor e leitora, pode ser uma grande revelação, então não vou estragar nada, ok? Ao ver a personagem em conflito lidando com todas essas questões que, para nós, podem ser simples, corrigidas um uma boa festa, quem sabe, vi que Thizi foi bem humaizada e vê-se claramente um depoimento indireto da própia autora (Tammy, por favor, quero saber se tem um pouco de você na Thizi!).

Bem, senti também que o livro quer nos passar uma mensagem meio que de auto-ajuda. É, eu não gosto muito do estilo literário e mal leio (ok, passo longe mesmo) mas o modo como Tammy colocou foi simples, apesar de brusco em vários momentos, como se parasse a história e estivéssemos lendo Augusto Cury. Sendo um livro voltado para o público jovem (público esse que, aos meus 18 anos, não me sinto mais incluído) achei que Tammy fez um trabalho regular, sem muitas surpresas, mas não sofrível ou ruim de ler; só não foi aquilo que eu esperava. Tammy tem a essência da boa escrita, dá pra sentir principalmente nas ultimas páginas e em cenas mais divertidas e românticas (a cena de Thizi no quarto deitada de mãos dadas com **** é linda!), mas acho que falou aquele elemento "X" do sucesso e do "ótimo livro". Vou ficar de olho na autora, potencial não falta.

17 de abr de 2012

Resenha | Tudo Pode Mudar

Vou confessar algo que muitos já sabem e, certas vezes, me julgam por isso: estou sempre a procura de novidades. Algo fora do usual, do simples, do normal. Seja na música, filmes e claro, livros, o estranho me fascina e a novidade é empolgante e me dá a sensação de que a criatividade ainda não acabou. Por que me julgam? Vou explicar: porque tento fugir do usual, do clássico e digamos, tento ousar. Ao ler Tudo Pode Mudar, vi claramente um livro capaz de me chamar a atenção por ter uma fórmula comum e simplória, mas quem nos surpreende de modo extremamente positivo. E como surpreende.

Pra início de conversa, é uma das minhas melhores leituras até hoje no blog. Sério, o livro me cativou de uma forma que há muito tempo eu não sentia com obras desse gênero. O autor Jonathan Tropper está de parabéns; sua escrita é impecável e nos faz refletir com suas frases extremamente bem elaboradas e marcantes. As "quotes" são para dar e vender, pode acreditar. Se você achava (pela capa, sempre culpada de julgamentos prévios) que o livro se tratava de auto-ajuda ou algo do tipo, está totalmente enganado. É um romance lindo, engraçado, empolgante, surpreendente - como um bom filme. As relações familiares estão belíssimas e emocionantes e, claro, o romance não nos deixa não mão. Passagens quentes e intensas pra que curte podem ser encontradas. No mais, ou você chora de rir ou chora de emoção e drama. Tudo flui naturalmente.

Se vocês checarem o meu "Tempo de leitura" no topo da resenha, vão encontrar "7 dias". Posso explicar. Além de ter pouco tempo para ler, não conseguia terminar porque NÃO queria terminar! Sério! Não que a história tenha um objetivo ou um clímax que é esperado desde o início. Não. O livro transcorre de modo inesperado o tempo todo. Você não sabe o que esperar das decisões de Matt e seus dilemas pessoais. Os capítulos curtinhos também ajudam a dar boas respiradas e mudar de cena rapidamente, sem ser apressado ou disperso; o autor é completo: faz piadas inteligentes, descrições impecáveis e conta a história de um lado íntimo que só sendo o protagonista pra sentir. Podemos nos conectar com Matt, sentir suas emoções, tentar resolver seus dilemas com seu pai ausente viciado em viagra, seus irmãos "diferentes", seu grande amigo rico e de luto eterno, seu estranho amor pela ex-mulher de seu melhor amigo já morto e seu noivado perfeito e totalmente imperfeito ao mesmo tempo.

Em resumo, Tudo pode mudar me surpreendeu e com certeza vai surpreender mais leitores. Espero! Queria muito que todos tivessem a oportunidade de ler essa obra e enxergar novos modos de ver literatura moderna e divertida, sem deixar de ser profunda e com conteúdo. Jonathan me lembrou em vários momentos um 'Nicholas Sparks", porém mais jovem e ousado. Já soube que o livro vai virar filme, então vamos torcer para que Jonathan seja mais um grande sucesso e que venham mais obras. Virei fã.

1 de abr de 2012

Conheça | Starters, novo sucesso distópico

A distopia visivelmente está em alta na literatura. É claro que o tema nunca deixou de ser abordado, mas com os recentes sucessos de Scott Westerfeld e sua série Feios e, claro, o fenômeno de Suzanne Collins com a trilogia Jogos Vorazes os leitores ficaram mais interessados e atentos às novidades relacionadas ao tema. Um livro que vem dando muito o que falar nos EUA nesse momento é Starters, primeiro livro da autora Lissa PriceA obra foi lançada no dia 13 de março desse ano e as críticas foram bem positivas: a co-autora de Dezesseis Luas, Kami Garcia disse que "os fãs de Jogos Vorazes vão amar".

O livro tornou-se a próxima aposta para os fãs de distopias. Seu sucesso é notável que recentemente seus direitos foram leiloados em Hollywood, já na intenção de um filme, com o roteiro já escrito e adaptado pela própria autora. O livro já foi vendido para 21 países como Rússia, Reino Unido, França, Alemanha e, claro, Brasil. A editora com a missão de publicação por aqui será a Novo Conceito, com previsão para o ano que vem.

O booktrailer do livro está sendo exibido em todas as sessões de Jogos Vorazes nos EUA e em algumas salas de cinema o primeiro capítulo está sendo distribuído aos fãs. Confira o booktrailer e sinopse de Starters:



Sinopse: Em um mundo devastado pela guerra e genocídio, tornar-se um outro alguém agora é possível. Callie tem 16 anos e descobriu o Banco de Corpos, onde os adolescentes alugam seus corpos para os idosos que querem ser jovem de novo. Quando seu neurochip apresenta um defeito, ela acorda na mansão de sua rica locatário e descobre que ela está saindo com o neto de um senador. É uma nova vida, como um conto de fadas, até ela descobrir o mortal plano de sua locatária: um assassinato.

28 de mar de 2012

Letra e Música | Karmin

Nesse segundo Letra e Música resolvi apresentar pra vocês uma dupla que me encantou já tem algum tempo e que agora trilha o sucesso a cada dia. Estou falando de Karmin, um grupo musical composto pela talentosa Amy Heidemann e o genial Nick Noonam. Os dois começaram como muitos artistas da nossa geração: divulgando seu trabalho através do YouTube fazendo covers de hits de sucesso como Price Tag, da Jessie J (escute) e Set Fire To The Rain, da Adele (escute). Porém, seu cover mais famoso é a da música Look At Me Now, do Chris Brown (escute), por ser uma música de rap acelerado e de difícil execução. Bombou, ficaram conhecidos e assinaram com uma gravadora.
Seu primeiro single original foi Crash Your Party, lançado em outubro de 2011 e com direito a videoclipe divertidíssimo (assista). Com o sucesso de downloads e nas rádios acabaram divulgando sua segunda música de trabalho, Brokenhearted, no começo de 2012. Amy e Nick são noivos e parece que a parceria tem dado muito certo. Ganharam um American Music Award por Best New Media, se apresentaram no Saturday Night Live e prometem álbum novo para ainda esse ano. Com músicas divertidas, dançantes e diferentes do pop maçante, Karmin me conquistou por ser inovadora e ousada - sem deixar de lado o sucesso. Veja o mais recente clipe: 

26 de mar de 2012

Booktrailer de Oksa Pollock e o Mundo Invisível

A editora Suma de Letras divulgou recentemente o booktrailer de seu grande lançamento para abril, Oksa Pollock e o Mundo InvisívelPosso garantir pra vocês que ficou lindão e me fez ficar mais curioso e com mais vontade de ler. Fique por dentro do lançamento aqui no blog, quem sabe uma resenha do livro (ou até um sorteio) não aparece de repente! Vejam o vídeo!

Resenha | Jogos Vorazes

Fenômenos literários não são raros. Sim, é o que eu acho. Você deve se lembrar, naturalmente, da história do bruxo que derrotou o lorde das trevas ou até mesmo, do Romeu e Julieta vampiresco; mas claro, ambos são os mais recentes. São considerados fenômenos visto que conseguiram fazer milhões de fãs, tornaram-se best-sellers internacionais e sucessos de bilheteria em suas adaptações para o cinema. Porém há um fator diferencial em obras como essas: poucas deixam um legado. Sim, nem todo fenômeno consegue se eternizar na história um na literatura, deixando de ser apenas uma febre momentânea e nos fazendo pensar por bastante tempo sobre sua mensagem. Ao ler Jogos Vorazes senti que finalmente temos um fenômeno inteligente e capaz de deixar questionamentos, causar debates e ser, quem sabe, eterno.

O livro de Suzanne Collins já vem causando burburinho desde 2008, seu ano de lançamento. Quem acompanha blogs literários nacionais e internacionais já ouviu falar do livro, não há dúvida. Por ser uma obra moderna, atual e original, mesmo com inspirações em outros livros com temas semelhantes, o livro chamou a atenção e logo tornou-se um best-seller. O mundo parou para ler a história de Katniss e seu drama para sobreviver e cuidar de sua mãe e irmã num país distópico e ditatorial. Com tantos elementos no livro de fácil identificação (o show de horrores que são os jogos, o tema da fome a luta pela sobrevivência, a corrupção da mídia, a luta pelos direitos humanos, entre outros) ficou fácil para Jogos Vorazes ser tão aclamado, como um novo fôlego de mudança e esperança para os dias de hoje.

É difícil escrever sobre um livro que você gostou tanto. Não tenho palavras para descrever o prazer que foi ler Jogos Vorazes. Todo o mundo criado pela autora é de fácil identificação e até imaginamos que tais coisas podem mesmo acontecer nos nossos dias. As críticas impostas no livro vem em boa hora, já que vivemos um tempo onde sorrimos vendo a desgraça alheia e nos atamos a futilidades e ao consumo impensado. Creio que o tema dá um bom tempo de debate, e isso que é o bacana dos livros: o modo como eles interferem na vida real. Mas peraí, eles são reais. 

Falando de forma, a escrita de Suzanne é direta e, de certo modo, simples, porém entendo seus motivos. Ela tem a ousadia de querer chocar, de modo que encaremos os acontecimentos na história como um susto e ao mesmo tempo envolvente. Suas pitadas de romance são bem vindas, aliviando a leitura em certos pontos, o que achei muito bacana. A história e seus valores contidos mexeram muito com os meus sentimentos, antes adormecidos; há muito tempo não me apaixonava tanto por um livro, por uma história, por uma personagem. Conheci Katniss e esse encontro foi intenso e inesquecível. Convoco à todos que leiam esse livro e que olhem para a história e captem toda a crítica, toda a mensagem implícita e explícita. 

P.S.: Estou mais do que ansioso para ler Em Chamas. não consigo pensar em outra coisa!