18 de jun de 2011

[Resenha] Devoção (Dicky Hoyt e Don Yaeger)

A história basicamente é narrada por Dick Hoyt que, juntamente com sua esposa Judy teve um filho que após complicações no parto nasceu com paralisia cerebral, ficando tetraplégico e sem fala. Seu nome é Rick Hoyt e toda a história gira em torno de suas limitações e superações vividas nesse mundo tão cheio de preconceitos. Após a descoberta da paralisia de Rick, sua mãe logo fez questão de esconder o filho, com medo de ser alvo de preconceitos e julgamentos, mas ao longo do tempo o aceitou e resolveu lutar com todas as forças pelos direitos daquele que sorria para ela com tanto amor e felicidade, apenas.

Daí começa a grande luta de sobrevivência que Rick e seus pais têm diariamente para se encaixar na sociedade. Chegado o momento de Rick ir à escola, seus pais perceberam que a matrícula não poderia ser efetuada, pois a equipe pedagógica da escola alegava que ele era um vegetal sem capacidade de entendimento. Estavam errados, pois Rick era inteligente e capaz de se comunicar – bastava ter as ferramentas certas. Com o auxílio de um computador, Rick conversava – mesmo que com poucas palavras – e mostrava seu valor intelectual. Após uma mudança de leis defendida por seus pais, Rick passou a frequentar a escola e fazer amizades.

Chegou um momento em que Rick pediu a seu pai para correr em prol de um deficiente físico. Ma como era possível se Rick era tetraplégico? Bem, o amor falou mais alto: Dick colocou seu filho em uma cadeira de rodas especial e passou a correr maratonas, para a felicidade daquele que demonstrou tanta vontade de viver em seus gestos de superação e vitórias. Depois dessa corrida, a dupla “pai e filho” Dick e Rick passaram a participar de centenas de corridas levando a sua mensagem de superação e amor para não só os EUA, mas para o mundo.

Pra início de conversa eu não sou muito fã de biografias, confesso. A simples contação de história não me atrai nem um pouco e o modo monótono que as coisas acontecem me deixa desconfortável. Pra quem é acostumado com literatura YA é um bom motivo para não ler coisas desse gênero, mas com Devoção foi diferente. A leitura é bem agradável (mesmo sendo uma biografia) e em diversos momentos é emocionante saber do que Dick sente por seu filho, além de detalhes dos problemas que tiveram que passar para conquistarem seus objetivos. Foi bonito ver como duas vidas mudaram outras milhares somente por correrem e demonstrarem a felicidade que é estar ao lado de quem você ama, não importa as circunstâncias.