30 de mai de 2012

Safe Haven | Conheça os protagonistas do novo filme de Nicholas Sparks

A adaptação cinematográfica de Save Haven, o mais recente livro de Nicholas Sparks, acaba de ganhar seus protagonistas. Josh Duhamel (Transformers) e Julianne Hough (Footloose) interpretarão respectivamente Alex e Katie.

Em sua página oficial no Facebook, Sparks comentou sobre a escolha:  "Estou emocionado que Josh Duhamel e Julianne Hough concordaram em participar de Safe Haven — é difícil pensar em um outro ator para interpretar a personagem de Alex do que Josh e Julianne trará uma combinação de vulnerabilidade e a força para o papel de Katie. Eles são ambos indivíduos talentosos e carismáticos – e o melhor de tudo, eles têm enorme química pessoal, que é essencial para este filme".


O livro, ainda inédito no Brasil, conta a história de Alex, um viúvo, pai de dois filhos, que muda completamente a sua visão de mundo ao conhecer Katie, uma jovem recém-chegada em Southport, na Carolina do Norte. Mesmo determinada a não se envolver com ninguém, Katie vê em Alex um caminho para novos laços afetivos, levando-a a uma série de questionamentos sobre seu passado, e um segredo que ainda a assombra.

Com o roteiro de Dana Stevens, de Cidade dos Anjos, Safe Haven é a oitava adaptação cinematográfica de uma obra de Nicholas Sparks. O filme está com data de estreia marcada para o dia 8 de fevereiro de 2013 nos EUA.

25 de mai de 2012

Resenha | A Esperança

ATENÇÃO: ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS DOS DOIS PRIMEIROS LIVROS DA SAGA.

É chegada a hora. Antes de sentar em frente ao computador para escrever esta resenha, passei o dia refletindo sobre como poderia escrevê-la. O modo como fiquei ao terminar de ler A Esperança me deixou psicologicamente exausto, e não estou exagerando. Mas, qual o objetivo do livro a não ser nos abrir os olhos, nos influenciar, nos modificar, nos retratar? Não foi uma leitura fácil de ser absorvida. Me incitou, me fez pensar mais que o normal, me perturbou, me emocionou.  É, estou vendo que vai ser difícil expressar com poucos parágrafos como me senti e o quanto sofri com o desfecho de toda a trilogia. Só tenho a agradecer Suzanne Collins pelo prazer que foi conhecer essa história. E lá vamos nós.

Passado todo o drama de novos Jogos Vorazes com os antigos tributos vencedores na arena, incluindo Katniss e Peeta, descobrimos ao final de Em Chamas que enquanto os dois estão lutando novamente para sobreviver, a guerra está tomando forma lá fora. O Distrito 12 não existe mais. Presidente Snow e seus Pacificadores agora estão fazendo do antigo lar de Katniss e Peeta o mais novo "exemplo" a não ser seguido. Não se torne um rebelde. Mas já é tarde demais. O Distrito 13 não está destruído como imaginado, e sim preparando-se para uma guerra contra a Capital, ou melhor, uma guerra contra Snow - e Katniss é o rosto de toda a revolução.

A forma como Suzanne Collins leva a história nos faz perceber o quão profunda e inteligente a trama ainda demonstra ser. Suas camadas vão inicialmente sendo expostas a medida em que os preparativos para a guerra vão sendo relatados. Todo o sentimento de Katniss e sua confusão mental está lá, nos fazendo confusos também. Vivemos isso, sentimos isso. O livro já começa com uma tensão extremamente inquietante, nos fazendo ter mais vontade de passar as páginas e descobrir logo como tudo vai terminar; mas é impossível: Suzanne escreve de um modo capaz de nos prender a cada detalhe, cada palavra, cada vírgula, cada fala, cada gesto. E a simples página passa a ganhar 1 tonelada de peso, dado o quão importante ela é. Aqui vai uma dica: respire bem fundo, e leia com calma (se puder!).

Os acontecimentos do livro trazem analogias e explicações brilhantes. O desfecho é extremamente amarrado, como se a autora já certa de como tudo iria terminar desde o início (essa é uma técnica extremamente difícil para autores contemporâneos) tenha colocado elementos marcantes nos outros dois primeiros livros capazes de serem reconhecidos no terceiro, dando a sensação de ler uma obra exata, concreta, verdadeira, sem contestações. Símbolos, canções, personagens, momentos. Lembranças de um passado presente, em cada futura ação. Minhas palmas para a autora, e palmas para os personagens: mais humanos que muita gente por aí. Sentimos o drama de Katniss, sentimos o sangue no hálito de Snow, sentimos o clima de extremo desespero, a correria, a fome, a dor.

O livro traz em si uma carga de denúncia claramente evidente. O pão-e-circo da Capital, a ditadura ferrenha e cruel de Snow, o ataque aos nossos valores como seres humanos. Nos sentimos humilhados ao ler, como se nos olhássemos em frente ao espelho e disséssemos: erramos, acertamos, não valemos nada como humanos. Genial. No mais, em minha humilde opinião a autora nos deu um banho de sangue ao mesmo tempo que nos deu um excelente final. É claro que torcemos para que aconteçam várias coisas no decorrer da leitura (nós como autores) mas por mais que alguns fatos não tenham sido detalhados ou tenham acontecido rápido demais, fiquei muito satisfeito. Os futuros livros de História de Panem serão empolgantes de serem estudados, podem apostar. Foi uma incrível, intensa, e principalmente emocionante jornada ler a trilogia. Obrigado, srta. Collins.

22 de mai de 2012

Resenha | Um Homem de Sorte

Todos nós temos seus ídolos, seja em qualquer campo: seja na música, nos esportes, etc. Pessoalmente, Nicholas Sparks é um dos meus ídolos no campo da literatura contemporânea. O modo como ele escreve é envolvente e creio que de simples (como muitos falam) não tem nada - creio que suas técnicas são muito bem estudadas, dado o sucesso. Apesar de poucas frases realmente marcantes em suas obras, Nicholas sem dúvidas sabe como contar uma história. Não é um fabricante de "quotes", mas sim um simpático contador de histórias. Um amigão. Em Um Homem de Sorte, é mais ou menos assim.


Logan Thibault é o protagonista dessa história. Um fuzileiro naval que ao encontrar uma fotografia em plena gerra no Oriente Médio, o faz dela um amuleto, sempre se vendo livre de grandes tormentas durante confrontos. Dispensado, sente-se conectado a mulher na fotografia e resolve encontrá-la, atravessando o país para tal feito. E o resto, vocês já sabem. Ele encontra Beth, seu filho Ben, sua avó Nana e um passado 'presente'.

Ler Um Homem de Sorte foi bem agradável, como todas as suas obras. É belo o modo como ele leva a história, deixando pistas para futuros acontecimentos e os diálogos são bem desenvolvidos. Toda a criação do, digamos, clima da história está lá, com aquele toque clássico interiorano (o livro se passa na Carolina do Norte), típico de suas obras. Os personagens sem sobra de dúvidas são o seu maior trunfo. Deixando um pouco de lado a história, cada um deles é bem desenvolvido e, principalmente, reais. Diferente de vários autores, Nicholas não nos joga esteriótipos fáceis (e previsíveis) de serem desenvolvidos, mas cria verdadeiros humanos com sentimentos a flor da pele, histórias para contar e memórias a relembrar. Outro ponto curioso é que Nicholas se aventura pelo campo espiritual sem tirar os pés do chão (certa novidade em suas obras), o que achei interessante e freshSimplesmente fascinante.

A princípio a história é bem interessante e nos dá uma expectativa positiva com relação ao livro. Mas, ao ler percebi que Nicholas poderia (e pode) fazer melhor. As quase cem páginas são de certa forma dispensáveis, com poucos acontecimentos realmente relevantes (mesmo com o bom desenvolvimento dos personagens). Realmente não chorei com esse livro, mas não creio que minha insensibilidade tenha a ver com isso. Os vínculos de leitor + personagem são feitos, mas falta aquele sentimento de "isso não pode acontecer". Realmente, não senti muitas emoções como em outras obras. O autor adota o estilo já usado em A Última Música com relação a divisão de seus capítulos: são divididos pelo nome dos personagens, que eu realmente adoro. 

Com um final extremamente rápido, porém inteligente e na medida certa de desespero para quem lê, Um Homem de Sorte é um bom e agradável livro, porém como fã do autor esperava mais desenvolvimento, mais momentos de reflexão (coisa essa que não encontro desde A Última Música), e mais impacto com os acontecimentos. No mais, não deixo de recomendar o livro, principalmente para quem quer uma leitura leve e real. Essa história poderia acontecer com você, e isso Nicholas sabe fazer como ninguém.

8 de mai de 2012

E a corrida (necessária?) continua...

Meses planejados, datas marcadas e assuntos a resolver sistematicamente são sempre um  problema pra mim; e isso, claro, reflete no blog. Sim, tento planejar ao máximo os prazos de resenhas, posts (quando vem a inspiração), mas sempre o Kronos vem e me desorganiza todo. Triste, mas compreensível, afinal não somos máquinas. Peguem leve comigo, ok?

Semana passada comentei que iria postar a resenha de Um Homem de Sorte aqui no blog, o que (ainda) não aconteceu. Realmente tenho me esforçado ao máximo para ler mais rápido, porém o tempo curto (faculdade, te amo! ¬¬) e a minha desorganização acabou atrapalhando tudo, e... deixando as desculpas de lado, veio aquela leve, mas constante, reflexão: por que a pressa?

Para mim, a leitura tem que ser uma das coisas mais agradáveis do meu dia. E fazer coisas  agradáveis com pressa não é o meu forte. Já dizia o ditado: A pressa é a inimiga da perfeição. Sim, tenho percebido muito isso. Leituras rápidas demais me estranham. Mas calma, antes que você que lê um livro em horas se sinta ofendido: cada um tem o seu ritmo de leitura; lentos ou rápidos, não cabe a mim julgar no geral. Mas, para o meu estilo de leitura, é totalmente inviável. Ao ler um livro analiso cada detalhe, aproveito cada frase bem escrita, me emociono com cada passagem. E isso requer um tempo maior.
Mas e os lançamentos desenfreados? A cada mês somos bombardeados com 20, 30 lançamentos no mercado (e olhe lá) e a pilha de livros só faz aumentar. O "vou ler" do Skoob fica cada vez mais cheio e o desespero bate a porta: será que vou conseguir ler tudo isso logo? Daí você se desafia, lê os livros numa velocidade ímpar, fica por dentro das novidades, consegue atingir as metas estrambólicas, e ao final, não sente absolutamente nada, só o vazio. Será que valeu a pena essa corrida louca de "ler primeiro" ou ler tudo para "estar por dentro" e em contrapartida o livro não te modificar, influenciar, mover, alterar, incitar seus sentimentos e pensamentos?

Bem essa era uma das minhas dúvidas e creio que cheguei a alguma conclusões, repetindo, pessoais. Minhas leituras existem para modificar, influenciar, mover, alterar, incitar e desenvolver meus sentimentos e pensamentos; não apenas para atualizar o blog ou estar participando de rodinhas de conversas. O importante é ser você e ler aquilo que se satisfaça no seu momento e, principalmente, no seu tempo. Sem pressão. Aproveite a viagem, pois ao final são as experiências que valem, e não a quantidade de lugares por onde você passou.

P.S.: A resenha de Um Homem de Sorte ainda sai essa semana, se tudo der certo!