29 de jan de 2011

No Bico da Coruja #11

Oi gente, tudo bom? Bem, eu sei que é bem estranho postar um ‘No Bico da Coruja’ perto do outro, mas fazer o quê, não é? O blog ficou prado uns dias e os correios (thanks God!) não param!


Essa semana eu recebi um livro que nem pra mim é #cry, é do book tour da Editora Underworld. Uma iniciativa bem legal que a Fabi teve de colaborar com os blogs que ainda não são parceiros da editora, mas que possam resenhar os livros também. Ao todo são 100 blogs participantes e 15 livros rodando todo o país. São estes: Sussurros de uma Garota Apaixinada, de Mandy Porto; Os Vampiros de Morganville, de Rachel Caine e Instintos Cruéis, de Carrie Jones – o qual fui o primeiro da lista a receber. Já estou lendo e em breve tem resenha. O livro veio com marcadores (bacanas, por sinal) e um caderno que será o ‘diário de bordo’ do tour.

Bem, essa semana that's all!

[RESENHA] Doce Vampiro (Flynn Meaney)

A vida de um adolescente, como a maioria já sabe, vive ou já passou por isso, é cheia de imprevistos, situações embaraçosas e principalmente amadurecimento com uma pitada (ou às vezes uma grande quantidade) de rebeldia e loucura. Nascem no coração de cada um, conflitos os quais devem ser analisados, compreendidos e quem sabe, resolvidos. Esse processo de autoconhecimento, aceitação e descoberta é muitíssimo bem abordado em Doce Vampiro, de Flynn Meaney. Um livro que simplesmente... me surpreendeu.

A história não tem nada de complicado, aliás, é super simples e bem curiosa. Conhecemos Finbar Flame, um jovem de 16 anos que se enquadraria no perfil magro, pálido e gelado que consequentemente tem problemas em se relacionar com garotas, bem diferente de seu irmão gêmeo fraterno Luke, que se enquadra no inverso: forte, sarado e atlético. Um ímã para gatinhas; algo que Finbar sonha em ser, mas a genética não o favoreceu. E como reverter essa situação? Bem, nascer de novo não está em seus planos – então ele precisa ir à luta com o que tem, ou com o que lhe resta! Resolve virar um vampiro, mesmo que de mentirinha e passa a se aproveitar da cultuada febre jovem do século XXI (estuda muito pra isso, lendo muito Twilight e House Of Night!) e passa a fazer sucesso; como ele queria.

Finbar resolve agir como um vampiro, com muitos passando a acreditar nele e essa é a grande sacada do livro. Interessante, não? Primeiramente eu esperava uma leitura leve e descontraída, apenas. Mas a leitura foi ficando assim, porém mais adjetivos foram surgindo na minha mente como: divertida, empolgante e muito engraçada. Os personagens são muito bem desenvolvidos (a família de Finbar, com sua mãe neurótica, seu pai ‘normal’ e seu irmão perfeitinho/gente fina são hilários, daqueles que você com certeza reconheceriam em outras famílias) e a história me surpreendeu muito. A linguagem super atual, com referências de Miley Cyrus a The Hills, passando por Crepúsculo e True Blood são muito bem colocadas e são bem engraçadas! Em vários momentos (vários mesmo!) me peguei GARGALHANDO sozinho de frente pro livro, me identificando com Finbar e até com Luke.

É uma história moderna/atual, bem escrita, de muito bom gosto. O universo onde a história é contada pode ser encontrado ao nosso redor, como por exemplo: uma garota chamada Jenny, amiga de escola de Finbar que é fã de livros de vampiros – com certeza você conhece alguma não é verdade? Para um primeiro livro, a autora Elizabeth Meaney está de parabéns e já virei um fã! Fiquei impressionado que é uma autora e não um autor! Ela realmente sabe o que passa na cabeça dos garotos! Resumindo, com um final lindo, que com certeza não é piegas e sim arrebatador, Doce Vampiro está na minha lista de ‘orgulho em ter na minha prateleira’ e você não pode deixar de ler esse livro e receber toda a mensagem proposta que ele traz.

P.S.: O livro também aborda o bullying, que cada vez mais vem atingindo muitos jovens com problemas em se relacionar – e isso é muito interessante em ser abordado e comentado. E para os garotos: podem ler sem medo de se deparar com um ‘romance vampiresco’, certo? Aliás, nós garotos temos a obrigação de ler esse livro e compartilhar as experiencias vividas por Finbar nessa aventura de autodescoberta e aceitação.