9 de jul de 2012

Resenha | Branca de Neve e o Caçador

Os contos de fadas definitivamente voltaram com tudo! É impressionante como essas histórias que todos nós aprendemos na escola em livros infantis e sabemos de cor estão cada vez mais presentes no mundo pop atual. Seja em filmes, séries, musicais, e até em desfiles de moda: o "era uma vez" e o"felizes para sempre" continuam a fascinar a todos que tem contato. Não seria diferente com os livros, de onde todo esse mundo saiu e hoje estão ganhando adaptações, novas versões e cada vez mais ganhando tonalidades mais adultas, ou sombrias como muitos dizem. O clássico conto da Branca de Neve dessa vez tira os "anões" do título e coloca um "Caçador", dando um tom mais crescido a história, com adaptações um tanto interessantes.

Confesso que temia um pouco antes de ler Branca de Neve e o Caçador. Não pela história ter sido alterada, de modo algum - como já disse antes em resenhas anteriores, o novo me fascina - mas sim o fato do livro ter sido baseado em um roteiro de cinema adaptado para se tornar obra literária e a quantidade de autores incluídos no projeto - ao todo são quatro. Confesso que a obra me surpreendeu positivamente. O livro flui com uma naturalidade, uma leitura rápida e com grande fluidez, me fez apostar mais nesse tipo de leitura. Mal sentia o tempo passar ao ler. A jornada de Branca de Neve rumo à grande batalha contra a rainha Ravenna me empolgou e foi bem divertida.

Os capítulos curtos e a velocidade com que a história era contada me deixou um tanto dividido. Por um lado é bacana ler tudo tão rápido e ver que uma história com conteúdo está sendo contada, porém essa velocidade acaba atrapalhando o lado da emoção e afeição com os personagens. Foi difícil entender o drama de Branca de Neve que, apesar de ser clichê - no caso, vingança contra Ravenna, a rainha-bruxa - não estabeleceu um elo com o leitor. Boa parte é um tanto superficial em se tratando dos personagens. Vemos os autores tentando estabelecer elos, contar histórias paralelas, mas é complicado de se aceitar.

As diferenças do conto clássico para a nova adaptação foram extremamente positivas, não posso negar. O livro ganha um tom mais aventureiro, mais medieval e isso é empolgante em vários momentos. A ação também está muito presente que, mesmo com poucas descrições e, mais uma vez, a velocidade de escrita atrapalhando um pouco, não deixa a desejar. Toda a magia e seres fantásticos são incluídos, tornando todo o cenário do livro mais rico e ilustrativo. Pensei seriamente em presenteá-lo para todos os meus primos e primas mais jovens.

Esse livro me convenceu de que roteiros de cinema podem sim garantir um bom livro. Branca de Neve e o Caçador me surpreendeu pelo seu conteúdo e mitologia, pelas descrições bem colocadas e que novidades em uma obra clássica podem ser sim de bom gosto; porém seu problema seria mesmo os velhos clichês de Hollywood. Mas, cá entre nós, quem não gosta de um clichê bem contado, não é verdade?

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