26 de mar de 2012

Resenha | Jogos Vorazes

Fenômenos literários não são raros. Sim, é o que eu acho. Você deve se lembrar, naturalmente, da história do bruxo que derrotou o lorde das trevas ou até mesmo, do Romeu e Julieta vampiresco; mas claro, ambos são os mais recentes. São considerados fenômenos visto que conseguiram fazer milhões de fãs, tornaram-se best-sellers internacionais e sucessos de bilheteria em suas adaptações para o cinema. Porém há um fator diferencial em obras como essas: poucas deixam um legado. Sim, nem todo fenômeno consegue se eternizar na história um na literatura, deixando de ser apenas uma febre momentânea e nos fazendo pensar por bastante tempo sobre sua mensagem. Ao ler Jogos Vorazes senti que finalmente temos um fenômeno inteligente e capaz de deixar questionamentos, causar debates e ser, quem sabe, eterno.

O livro de Suzanne Collins já vem causando burburinho desde 2008, seu ano de lançamento. Quem acompanha blogs literários nacionais e internacionais já ouviu falar do livro, não há dúvida. Por ser uma obra moderna, atual e original, mesmo com inspirações em outros livros com temas semelhantes, o livro chamou a atenção e logo tornou-se um best-seller. O mundo parou para ler a história de Katniss e seu drama para sobreviver e cuidar de sua mãe e irmã num país distópico e ditatorial. Com tantos elementos no livro de fácil identificação (o show de horrores que são os jogos, o tema da fome a luta pela sobrevivência, a corrupção da mídia, a luta pelos direitos humanos, entre outros) ficou fácil para Jogos Vorazes ser tão aclamado, como um novo fôlego de mudança e esperança para os dias de hoje.

É difícil escrever sobre um livro que você gostou tanto. Não tenho palavras para descrever o prazer que foi ler Jogos Vorazes. Todo o mundo criado pela autora é de fácil identificação e até imaginamos que tais coisas podem mesmo acontecer nos nossos dias. As críticas impostas no livro vem em boa hora, já que vivemos um tempo onde sorrimos vendo a desgraça alheia e nos atamos a futilidades e ao consumo impensado. Creio que o tema dá um bom tempo de debate, e isso que é o bacana dos livros: o modo como eles interferem na vida real. Mas peraí, eles são reais. 

Falando de forma, a escrita de Suzanne é direta e, de certo modo, simples, porém entendo seus motivos. Ela tem a ousadia de querer chocar, de modo que encaremos os acontecimentos na história como um susto e ao mesmo tempo envolvente. Suas pitadas de romance são bem vindas, aliviando a leitura em certos pontos, o que achei muito bacana. A história e seus valores contidos mexeram muito com os meus sentimentos, antes adormecidos; há muito tempo não me apaixonava tanto por um livro, por uma história, por uma personagem. Conheci Katniss e esse encontro foi intenso e inesquecível. Convoco à todos que leiam esse livro e que olhem para a história e captem toda a crítica, toda a mensagem implícita e explícita. 

P.S.: Estou mais do que ansioso para ler Em Chamas. não consigo pensar em outra coisa!

3 comentários:

  1. Uau, to cada vez ficando mais curioso para ler este livro, afinal, estão todos só falando bem dele. Sua resenha ficou muito boa, parabéns!!

    http://mr-books.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Parabéns , Israel, resenha muito boa, me deu uma vontade imensa de ler!

    ResponderExcluir
  3. Oi! :)
    Tudo bem? rs Estou de volta.
    Eu sinto que sou o único ser humano que ainda não leu Jogos Vorazes, ainda mais agora com o lançamento do último livro e do filme, todo mundo comentando. Fico perdida e indignada por ainda não ter lido.
    Com relação a história fico receosa, por que odeio quando um personagem favorito morre e pelo o que me disseram, neste livro acontece muito disso.
    Mas de qualquer forma, quando eu tiver oportunidade o lerei, com prazer.
    Beijão!
    Camila Leite

    @sonhospontinhos
    http://sonhosentrepontinhos.com

    ResponderExcluir