10 de set. de 2011

Resenha | Academia Knightley


Uma boa parte dos novos autores voltados para o estilo young adult, suponho eu, sonham com o grande sucesso internacional nesse ramo; afinal seria o máximo  dar palestras, noites de autógrafos, ter o apoio dos milhares de fãs, e até uma adaptação cinematográfica – tudo isso preenchendo muito bem seus bolsos, claro. O fato é que para se fazer sucesso é preciso se diferenciar – tanto em sua obra como na maneira de abordar muitos temas comuns. Bem, um exemplo vivo de sucesso pleno e grande revolucionária do mercado literário internacional nessa seção é J.K. Rowling, a “mamãe” de Harry Potter. Daí, você já sabe... Muitos se espelham em seus ídolos, também querem fazer sucesso, e acabam, digamos que, não se diferenciando.

A obra de Violet Haberdasher, Academia Knightley é um exemplo desse tipo de obra. O livro conta a história de Henry Grim, um mero criado de um colégio elitizado que através de aulas secretas, com a ajuda de um professor amigo seu, tornou-se um grande estudante capaz de superar a todos os outros alunos no exame para a Academia Knightley. Aprovado, Henry é aceito, mesmo depois de muitos problemas devido a sua classe social. Logo ao chegar à Academia visando estudar e se tornar um grande cavaleiro de seu país, ele percebe um forte preconceito partindo de seus colegas, e até professores. Com o apoio de seus amigos também plebeus Rohan e Adam, Henry tenta sobreviver os ataques de bullying vindos de todo lado. Não só isso, o trio também sofre uma série de sabotagens e armações anônimas que os fazem chegar cada vez mais perto da expulsão.

Resumos a parte, lendo esse livro encontramos muitos personagens que nos fazem lembrar diretamente a obra de Rowling, tanto por suas características ou até pelos nomes parecidos (ex: Henry – protagonista de Academia Knightley / Harry – protagonista da saga HP), mas isso é uma faca de dois gumes. Por um lado é uma obra muito agradável de ler, os personagens são bem desenvolvidos, os diálogos são bem construídos, por mais que alguns sejam totalmente desnecessários, e a história consegue sair do estilo “garoto humilde é o escolhido para salvar o mundo” naturalmente e de um modo bem interessante: conseguimos humanizar os personagens e tratá-los como se fossem nossos amigos. O começo é bem empolgante, na medida em que vemos Henry superar as adversidades impostas e tudo com grande inteligência e racionalidade. Porém, é bem infeliz ver uma obra digna de notas excelentes, no seu desenvolvimento, cair no óbvio e acabar parodiando uma obra de sucesso. Lamentável, mas não é algo impossível de se consertar. O livro é a primeira parte de uma trilogia, sendo sua segunda parte já publicada lá fora. Tendo plenas esperanças de que Academia Knightley não é um caso perdido.

Ao longo da trama dá para sentir a autora tentar se distanciar do cronograma já planejado para a escrita muitas vezes, e isso enriqueceu muito o livro, mostrando certas reviravoltas dignas de aplausos. O ápice do livro chega a ser fraco, mas é totalmente crível, tendo todos os pontos em aberto respondidos. Abre-se uma linha bem mais interessante para a continuação, o que deixa o leitor interessado em como essa história vai continuar e não apenas como vai terminar. Vale também ressaltar a influência histórica na obra, sendo pincelada com temas como o nazismo e o comunismo. O bullying também é fortemente abordado, mas as soluções não são apresentadas, dando margem à vingança. No mais, Academia Knightley segue um padrão conhecido de sucesso, tenta se desviar dele corajosamente em alguns momentos, mas acaba se entregando ao óbvio. É agradável, e infelizmente não traz nada de surpreendente. Estou com os dedos cruzados para uma boa continuação.

9 de set. de 2011

Confira o poster de Young Adult


Eu já tinha ouvido falar desse filme tem um tempinho já mas nada tinha saído ainda sobre ele e eu resolvi não comentar aqui no blog. Mas para a minha felicidade saiu nessa semana o primeiro poster de Young Adult novo filme da Charlize Theron. Bem, vocês perceberam como o filme se chama não é verdade? É isso mesmo, o filme vai falar sobre a literatura jovem-adulto porém de um modo bem diferente. Confira o poster, que imita a capa de um livro:


No filme, Charlize vive Mavis Gray, uma escritora de livros jovem-adulto que volta para sua cidade-natal em busca de inspiração para voltar a fazer sucesso e retomar um romance mal resolvido do colegial. Quando sente que as coisa não serão tão fáceis quando ela imaginava, ela faz uma parceria um tanto estranha com um antigo colega que parece também não ter superado os tempos de escola.

Além da linda Charlize, Patrick Wilson (Menina Má.com), J.K. Simmons (Homem-Aranha) e Elizabeth Reaser (Crepúsculo) integram o elenco. O roteiro é de Diablo Cody, a mesma de filmes de grnade sucesso como Juno e Garota Infernal. O filme estreia nos cinemas norte-americanos dia 16 de dezembro e no Brasil dia só dia 3 de fevereiro de 2012. Então, quem já está empolgado?

30 de ago. de 2011

#euamoanovoconceito


Eu amo a Editora Novo Conceito.
Querem saber por quê?

Bem, essa história é bem curiosa e diferente da maioria dos blogueiros. Tudo começou em 2009, quando descobri que a atriz e cantora Miley Cyrus estrelaria um filme baseado na obra do autor Nicholas Sparks. Sabendo disso, fiquei muito curioso para saber que livro era esse e se seria publicado no Brasil. Procurei em várias editoras - dei uma varredura completa, mesmo! - , entre seus títulos, algum que fosse do Nicholas Sparks e se caso encontrasse, entraria em contato. Quem eu encontrei? Claro, a Novo Conceito. Lá estava o livro Noites de Tormenta bonitinho na lista online de livros publicados. Na época, a editora investia mais em livros técnicos e de saúde, mas já tinha ótimos romances publicados (O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford, A procura da Felicidade, etc.). Rapidamente enviei meu e-mail para a vice-presidente da editora, a Milla, que super educada me respondeu que gostou da sugestão e que SIM, publicaria não só o livro A Última Música, como Querido John do Nicholas também! Fiquei nas nuvens! Naquela época em não entendia NADA sobre blogs literários, muito menos parcerias com editoras; mas a Novo Conceito pediu meu endereço apenas para contato, e em abril de 2010 recebo o primeiro kit da editora - o de Querido John! Fiquei sem palavras e realmente não entendi o que significava aquilo chegar na minha casa, sem mais nem menos. Tinha uma conta no twitter relacionada ao filme A Última Música, e após entender como funcionava o lance dos kits, parcerias, blogs... sorteei um dos kits no Twitter mesmo! Gostei da ideia de difundir a literatura pela internet, fiquei inspirado e criei um blog literário. É esse que vocês estão lendo agora mesmo. Com o grande incentivo e apoio inicial da Editora NC - Osvaldo, Júlio, Maíra, Milla - love you guys! - criei o blog e ele passou a ser mais conhecido e divulgado. Os livros iam chegando e a cada final de leitura passava a amar mais a editora, não só pela grande qualidade de publicação, mas pelos títulos bem selecionados, que mexem com os sentimentos do jovem brasileiro carente de um novo conceito de editora. Minhas resenhas foram crescendo, tornando-se mais bem escritas e organizadas pela paixão que eu tinha dos lançamentos. Se não fosse a Novo Conceito, várias das oportunidades de sucesso na minha carreira de estudante e profissional mesmo não teriam existido. Hoje faço Letras na Universidade Federal do Ceará, estudo livros e literatura com a paixão que a editora demostrou pelos seus leitores  em breve terei a chance de trabalhar em uma editora (isso eu contro pra vocês depois!). É isso que que eu quero levar dessa grande e incrível experiência com a NC: compartilhar a felicidade -  seja pelo blog, twitter, facebook o que for - e o amor do mesmo modo que a editora tem com os seus leitores, trazendo em seus lançamentos, kits super desejados pela blogosfera, e eventos uma nova visão do que é ser editora. Um novo conceito. Obrigado por tudo. De verdade.

Agora, um vídeo bem simples mas feito com muito amor:



Pra quem curtiu a música do vídeo, é Strip Me, da Natasha Bedingfield.


#euamoanovoconceito

23 de ago. de 2011

[Resultado] Promoção: Diário de uma Paixão


Ufa! Está cada vez mais difícil fazer promoção no blog, mas não por falta de livros ou participantes: simplesmente vocês não seguem as regras, people! =( Assim complica muito a minha vida, sério. Mas enfim, depois de muita insistência, encontrei a vencedora! Vamos ver quem é?

Parabéns, Letícia Cristina BrazUm e-mail já foi encaminhado e você tem três dias para responder. Caso ela não responda um novo sorteio será realizado. [ATUALIZADO] A Letícia já respondeu o e-mail! Eficiente, han? Parabéns, dear!

21 de ago. de 2011

[Resenha] A Morte e Vida de Charlie


O tema do espiritismo é muito abordado em várias obras já conhecidas pelas massas. O escritor brasileiro Chico Xavier é a prova de que o tema fez e ainda faz sucesso, com milhões de livros vendidos e três adaptações para o cinema de sua vida ou obra. Deixando a religião de lado e partindo para a curiosidade geral, a vida após a morte é um dos grandes mistérios do homem – já que quem enfrentou a morte não tem como contar o que acontece e se é que acontece algo (pelo menos, cientificamente falando) – e a curiosidade só tende a crescer na medida em que temos conhecimento de livros e mais livros abordando esse tema. Ben Sherwood, jornalista americano formado em Harvard e Oxford expôs em seu livro ‘Morte e Vida de Charlie St. Cloud’ a sua visão de vida e morte, de forma simples e inteligente; porém sem grandes novidades.

Charlie St. Cloud e seu irmão caçula Sam são inseparáveis. Fazem tudo juntos, são companheiros, e principalmente sonhadores. Prezam o valor dos pequenos momentos juntos, treinam beisebol e se entendem - à maneira deles. Em um acidente trágico de carro, Charlie se vê sozinho já que seu irmão falecera. Porém algo mágico acontece: enquanto estava desacordado por conta do acidente, Charlie interage com Sam em um plano entre a vida e a morte, e promete nunca abandonar o irmão. Voltando a vida, ele passa a ter o ‘dom’ de ver as almas daqueles que ainda não fizeram a travessia para o plano superior – incluindo Sam. Atormentado pela culpa, Charlie se vê em dívida com o irmão e por 13 anos passa a visitá-lo e treinar o beisebol, sempre ao pôr-do-sol numa clareira do cemitério onde ele trabalha e Sam está enterrado. Só que Charlie conhece uma garota, a velejadora Tess Carroll, fazendo Charlie repensar toda a sua vida e descobrir o seu real sentido.

Creio que o livro tinha todas as ferramentas para ser um excelente livro, digno de cinco estrelas. A história é interessante, bem elaborada e curiosa. Porém, a leitura não é a das mais agradáveis. Ben peca ao se prender em detalhes dos mais variados e sem nenhum acréscimo a trama. Diferente de Nicholas Sparks, que relata aspectos físicos e psicológicos com maestria enriquecendo a obra, Ben não soube focar num estilo e seguir. Trabalha no piloto-automático, com algumas frases de efeito que chamam a atenção; e nada mais. Outro fato que me incomodou foi o final. Achei clichê, mas não um clichê bacana (tem uns que até são legais), e sim um clichê meramente previsível – estou falando da relação de Charlie e Tess. Tirando esse lado negativo que reduziu a nota final da minha avaliação, o ponto positivo ficou a cargo da relação de Charlie e Sam que eu achei fantástica. Bem escritas, as cenas e os diálogos são memoráveis e a lição de vida deixada impressa é comovente. Outro aspecto positivo é o clímax da obra (quando você ler vai saber), que foi a única coisa que me surpreendeu de verdade. Em se tratando de diagramação, a Novo Conceito corrigiu o que me incomodou um pouco em outras publicações que são os diálogos. Nesse livro, eles estão todos bem arrumados e corrigidos, impecáveis. A leitura em 3° pessoa flui naturalmente, por mais que incomode em alguns momentos – parece que o autor nos que enrolar um pouco para chegar a um determinado objetivo, o que me cansa – é de simples entendimento e fácil de absorver.

Como muitos também sabem, o livro ganhou uma adaptação para os cinemas. Estrelado por Zac Efron, ‘A Morte e Vida de Charlie’ é bem fiel ao livro e isso me agradou muito, por mais que muitas cenas tenham sido criadas pelos roteiristas para melhor facilidade em contar a história (como por exemplo, a cena de Charlie recebendo a notícia clímax da história na cafeteria é bem diferente, mas facilita muito o entendimento dos que não leram o livro). O elenco ficou bacana, com Ray Liotta como Fiorio Ferrente, o bombeiro que salva Charlie da morte e o próprio Zac Efron que me surpreendeu nas cenas mais dramáticas. Já a escolha de Amanda Crew para interpretar Tess Carroll eu considerei equivocada. Faz o básico, sem novidades ou profundidade na história e a química com Efron é zero. Relevando, o filme tem cenas lindas, muito fiéis ao livro e a fotografia é belíssima, chamando muito a atenção. De fato, se quiser acompanhar um romance mais profundo e rico, não é uma boa pedida. Se quiser conhecer o mundo gótico-romântico de Charlie e se interessa pelo tema, recomendo.

18 de ago. de 2011

Conheça - A Jornada: A história de quatro amigas e uma viagem inacreditável

A editora Novo Conceito divulgou hoje a arte de um de seus próximos lançamentos: A Jornada: A história de quatro amigas e uma viagem inacreditável, da autora Erin E. Moulton. O livro foi lançado lá fora em maio desse ano com o título "Flutter", e será lançado dia 20 de setembro no Brasil.



Grandes coisas estão prestes a acontecer na casa dos Maple. A mãe vai ter um bebê,o que significa que agora haverá quatro irmãs Rittle em vez de apenas três. Mas quando a bebê Lily nasce prematura e não pode vir do hospital para casa, Maplesabe vai até ela para salvar sua irmã. Então, ela e Dawn, armada com um mapa e alguns restos do jantar, descem rio abaixo e atravessam uma montanha para encontrar a mulher sábia que pode conceder milagres. Agora é não apenas a sobrevivência de Lily que eles têm que se preocupar, mas também a sua própriaOs perigos que Maple e Dawn encontram em sua jornada as fazem perceber uma ou duas coisas sobre milagres -  e sobre elas mesmas."

Desculpe se a sinopse ficou um tanto estranha, já que eu tentei traduzir do site original do livro. Mesmo assim, parece ser uma daqueles histórias que te surpreendem por mais simples que sejam.

12 de ago. de 2011

Conheça - Ecos da Morte (The Body Finder)

A editora Intrínseca divulgou ontem pelo Facebook a capa de mais um de seus lançamentos: Ecos da Morte, de Kimberly Derting. O livro é o primeiro da trilogia americana de sucesso, The Body Finder sendo Desires of the Dead e The Last Echo o segundo e terceiro livro, respectivamente; com um quarto livro com previsão para 2013.


Ecos da Morte será lançado em setembro no Brasil. Clique aqui para adicionar no Skoob e ler a sinopse.