8 de jul. de 2011

Capa do livro Pequeno Irmão, lançamento da Galera Record

A editora Record através do seu selo Galera Record lança no final do mês de julho Pequeno Irmão, do jornalista e escritor canadense Cory Doctorow. Best-seller do The New York Times e elogiado por Soctt Westerfeld (autor da série Feios), o livro trata da história de Marcus, um nerd super ligado em tecnologia e descolado na internet craque em passar por sistemas de segurança que acaba sendo preso pelo Departamento de Segurança junto com seus amigos. Cabe agora ele tentar escapar do sistema do jeito que ele sempre soube: violando-o. Confira a capa nacional (por sinal, belíssima!) e a original e leia o 1° capítulo aqui.

7 de jul. de 2011

The Sky is Everywhere e Not That Kind of Girl no Brasil

Os livros The Sky Is Everywhere, de Jandy Nelson e Not That Kind of Girl, de Siobhan Vivian chegarão ao Brasil nos próximos meses pela editora Novo Conceito. O primeiro será Not That Kind of Girl, com previsão pro dia 1° de agosto. A editora investe em um novo público trazendo mais novidades desde chick-lits a romances, para a alegria dos leitores brasileiros. Não se sabe se a capa permanecerá a mesma, mesmo assim confira a arte dos livros vendidos lá fora:

29 de jun. de 2011

[Resenha] Um Amor Para Recordar

Ao ler um livro, espero que ele me impacte de certo modo. Se ele é um terror, que me assuste pelo menos; se é uma comédia, que me faça rir; se é um drama, chorar é válido; mas no fundo mesmo gosto daquele que, não importa o objetivo primordial, me surpreenda – e felizmente isso acontece sempre com as obras de Nicholas Sparks. O autor estadunidense tem a mágica nas mãos e as usa nos momentos-chave das suas narrativas. Em seu terceiro livro, Um Amor Para Recordar, não é diferente. Podemos notar quando Nicholas nos envolve na trama, nos dá lições de vida e nos faz emocionar.

O livro conta a história de Landon Carter, filho de um político famoso e neto de um avô poderoso na Carolina do Norte. Rico, mimado e rebelde, Landon vivia com seus amigos em busca de encrencas que nos anos 50 eram consideradas inadmissíveis: como ir ao cemitério comer amendoim, olha só. Ao final do high-school e visando uma melhoria no currículo com facilidade para entrar na Universidade da Carolina do Norte (UCN) acaba aceitando participar do grupo de teatro da escola. Lá encontra Jamie Sullivan, a filha do pastor da cidade, com suas saias quadriculadas e compridas e seu blusão marrom – nada atraente para ele, a princípio. Com a convivência, Landon passa a conhecer melhor a garota tímida e meiga, a qual todos da cidade amavam se orgulhavam, e se viu envolvido a ela no momento em que seus amigos passaram a criticá-la e a tratarem mal simplesmente por ela ser, Jamie. A amizade passou a virar amor, mesmo ele prometendo não se apaixonar por ela.  Landon percebeu então que estava mudando graças à Jamie e seu jeito de ser, sempre com fé a Deus e boa com as pessoas. Ela tinha 17 anos, e havia um segredo entre eles capaz do romance ser um fim mais cedo que o imaginado.

O livro é bem diferente do filme pra que acabou de ler e achou estranhas as diferenças apresentadas anteriormente – mas a essência está lá, assim como os personagens e as lições de vida. Não há como não se emocionar com o sofrimento de Landon ao saber o segredo de Jamie ou com os últimos momentos de relacionamento do casal. Mas sabe a mágica que eu estava falando que o autor tinha? Pois é, ao ler nos deparamos com uma Jamie conformada com os “planos de Deus” para ela e não vemos tristeza ou frustração, e sim uma fé inabalável. Nicholas sabe colocar exatamente nos pontos mais importantes toda a sua carga de drama e ao mesmo tempo redenção. Conformamos-nos com os fatos e aceitamos ao ler. Isso é a mágica de ler um livro e se deparar com lições cada vez mais adequadas a nossa vida.

Esse livro torna-se especial dos demais de Nicholas (eu já li 5 obras do autor) pois ele aborta um tema até então não muito explorado: a fé e o amor incondicional. O relacionamento familiar ou até o romance do casal, claro como em todas as suas obras, está presente, mas o que é mais abordado trata-se de como temos de aceitar os fatos, e nos apoiar em algo ou alguém nos momentos difíceis. Jamie tinha a Deus e Landon foi apresentado a ele – e um milagre aconteceu. A mudança de vida de Landon é incrível de ser lida e nos faz querer ser melhores pessoas – o modo como lida com os fatos e a diferença em suas atitudes. Isso que é o diferencial de um bom livro: quando empregamos os valores apresentados no nosso meio de vida e há um impacto. Se você já sabe a história completa, leia, pois se surpreenderá com a mensagem que até então não foi vista no livro. Se não ainda, leia agora mesmo. 

27 de jun. de 2011

Promoção "Noites de Tormenta"

ENCERRADO: Resultado aqui

Sorteio? Nicholas Sparks? Quem quer? Em parceria com a Editora Novo Conceito, vou sortear aqui no blog o livro Noites de Tormenta de Nicholas Sparks, autor de Querido John e A Última Música... ah você conhece! Para participar é fácil, basa seguir as regrinhas (que são poucas) e já está concorrendo:
  • Seguir o blog (via Google Friend Connect)
  • Ter um endereço de entrega no Brasil
  • Seguir a @Novo_Conceito e @BookingBooks
  • Preencher o formulário até 10 de julho de 2011
CHANCES EXTRAS: Quer mais chances de ganhar? Preencha o formulário a cada vez que divulgar no Twitter.
Tweet a seguinte mensagem apenas uma vez por dia:
"Quero me emocionar com Noites de Tormenta, livro que o @BookingBooks está sorteando! http://migre.me/57TZ7"
O resultado sai no dia 11/07. Boa sorte! 

24 de jun. de 2011

Cenas fan-made de Jogos Vorazes

Falando em Jogos Vorazes uma coisa é certa, o livro é um sucesso e o filme é um dos mais esperados de 2012; mas enquanto isso que tal ver algumas cenas do livro feitas por fãs? Bem,  apresento a vocês uma produção de muito bom gosto feito pela equipe Mainstray Productions que é super fã da trilogia e resolveram fazer a sua adaptação e postar no YouTube. Eu ainda não li o livro, mas a vontade aumenta a cada elogio... assistam e comentem se gostaram!


23 de jun. de 2011

Literatura: questão de juízos de valor?

Desde o meu início de estudos na universidade, sempre me deparei com o enorme preconceito que os professores universitários tem com os livros de maior sucesso, conhecidos como best-sellers. Sou aluno de Letras e nunca me conformei com tal fato - já que sou um enorme defensor de leitura YA (young-adult) e séries de sucesso comercial que, para mim, a grande maioria são boas - porém creio que meu sentimento revolucionário fale mais alto em alguns momentos e eu meio que exagere na defesa. Mas, lendo um texto de Terry Elagleton, Literary Theory (1983) me deparei com um ponto de vista acadêmico que concilia bem as dias vertentes literárias: a erudita e a de massa. Existe realmente um certo e outro errado?


Antes de comentar Terry, queria mostrar um aspecto que o escritor e intelectual brasileiro Antonio Candido abordou em um de seus textos "O Direito à Literatura". No texto, o autor associa a literatura a um bem incompreensível, fator indispensável de humanização das pessoas, sendo assim um direito humano. Afirma que todos tem o direito ao acesso a todo tipo de obra (seja erudita ou de massas) a fim de ser papel formador de personalidade e desenvolvimento de conhecimento. Mas, e a literatura nisso? Ela chama a literatura, mesmo que de maneira ampla, de "todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade [...] Manifestação universal de todos os homens em todos os tempos." Mesmo defendendo e colocando a literatura erudita acima das demais, Candido dia que tudo é válido já que estamos adquirindo conhecimento e sendo formadores de opinião. Com Terry é diferente, já que o mesmo procura definir a literatura de vários modos sendo que não é possível uma real definição capaz de abranger todo tipo de manifestação literária, seja clássica ou até publicitária. O autor fala que para ser literatura, a leitura deve causar certa "estranheza" ao leitor, saindo da leitura automatizada para uma leitura mais intensa e íntima. Um exemplo é quando vamos ao cinema e alguém fala "Olá, noiva imaculada de quietude" ao invés de um simples "Oi, como vai?". Então só seria literatura algo com uma linguagem rebuscada? O estranhamento de Terry vem juntamente com os juízos de valor ao longo dos tempos. O que para mim não é literatura, pode ser para qualquer outro. Se, hipoteticamente, Shakespeare deixar de ser  considerada literatura e virar uma obra desclassificada não seria preconceito de alguém em algum momento da história já que hoje, no âmbito atual, veneramos tal autor?


Agora, pensando nos dias de hoje, não seria estranho estudar J.K. Rowling numa sala de universidade? Mas, e daqui a 50, 80 anos? A saga best-seller de Harry Potter poderia ser considerada uma literatura erudita até? Isso o tempo dirá. O fato é que os juízos de valor estão presentes e são variáveis através das ideologias sociais. O gosto particular de cada um formará pensamentos distintos, ideologias distintas e ramos diferentes de aprendizado -  o fato é que o preconceito de nada ajuda e sim, atrapalha.

18 de jun. de 2011

[Resenha] Devoção (Dicky Hoyt e Don Yaeger)

A história basicamente é narrada por Dick Hoyt que, juntamente com sua esposa Judy teve um filho que após complicações no parto nasceu com paralisia cerebral, ficando tetraplégico e sem fala. Seu nome é Rick Hoyt e toda a história gira em torno de suas limitações e superações vividas nesse mundo tão cheio de preconceitos. Após a descoberta da paralisia de Rick, sua mãe logo fez questão de esconder o filho, com medo de ser alvo de preconceitos e julgamentos, mas ao longo do tempo o aceitou e resolveu lutar com todas as forças pelos direitos daquele que sorria para ela com tanto amor e felicidade, apenas.

Daí começa a grande luta de sobrevivência que Rick e seus pais têm diariamente para se encaixar na sociedade. Chegado o momento de Rick ir à escola, seus pais perceberam que a matrícula não poderia ser efetuada, pois a equipe pedagógica da escola alegava que ele era um vegetal sem capacidade de entendimento. Estavam errados, pois Rick era inteligente e capaz de se comunicar – bastava ter as ferramentas certas. Com o auxílio de um computador, Rick conversava – mesmo que com poucas palavras – e mostrava seu valor intelectual. Após uma mudança de leis defendida por seus pais, Rick passou a frequentar a escola e fazer amizades.

Chegou um momento em que Rick pediu a seu pai para correr em prol de um deficiente físico. Ma como era possível se Rick era tetraplégico? Bem, o amor falou mais alto: Dick colocou seu filho em uma cadeira de rodas especial e passou a correr maratonas, para a felicidade daquele que demonstrou tanta vontade de viver em seus gestos de superação e vitórias. Depois dessa corrida, a dupla “pai e filho” Dick e Rick passaram a participar de centenas de corridas levando a sua mensagem de superação e amor para não só os EUA, mas para o mundo.

Pra início de conversa eu não sou muito fã de biografias, confesso. A simples contação de história não me atrai nem um pouco e o modo monótono que as coisas acontecem me deixa desconfortável. Pra quem é acostumado com literatura YA é um bom motivo para não ler coisas desse gênero, mas com Devoção foi diferente. A leitura é bem agradável (mesmo sendo uma biografia) e em diversos momentos é emocionante saber do que Dick sente por seu filho, além de detalhes dos problemas que tiveram que passar para conquistarem seus objetivos. Foi bonito ver como duas vidas mudaram outras milhares somente por correrem e demonstrarem a felicidade que é estar ao lado de quem você ama, não importa as circunstâncias.